Rio de Janeiro, 10 de Maio de 2026

Passageiros com hantavírus desembarcam de cruzeiro, em Tenerife

Passageiros do cruzeiro MV Hondius desembarcam em Tenerife após surto de hantavírus. Autoridades sanitárias iniciam repatriação e isolamento.

Domingo, 10 de Maio de 2026 às 17:42, por: CdB

A embarcação chegou durante a madrugada às proximidades do porto de Granadilla, na ilha de Tenerife, nas Ilhas Canárias.

Por Redação, com RFI – das Ilhas Canárias

As autoridades sanitárias da Espanha iniciaram neste domingo a operação de desembarque dos passageiros e tripulantes do navio de cruzeiro MV Hondius, após a confirmação de um surto de hantavírus a bordo. As informações foram divulgadas pela Rádio França Internacional (RFI).

Passageiros com hantavírus desembarcam de cruzeiro, em Tenerife | Um dos passageiros desembarcados se despede da tripulação que o levou à terra
Um dos passageiros desembarcados se despede da tripulação que o levou à terra

A embarcação chegou durante a madrugada às proximidades do porto de Granadilla, na ilha de Tenerife, nas Ilhas Canárias. Equipes de saúde entraram no navio para examinar cerca de 150 passageiros e tripulantes antes do início da retirada controlada.

 

Isolamento

Os primeiros a deixar o cruzeiro foram passageiros espanhóis, transportados em pequenas embarcações até a costa. Depois, foram de ônibus até o aeroporto local, onde embarcaram em um voo organizado pelo governo espanhol com destino a Madri.

Na sequência, começaram as operações de repatriação de passageiros para países como Holanda, Canadá, Turquia, França, Reino Unido, Irlanda e Estados Unidos. Um último voo está previsto para segunda-feira, levando passageiros de volta à Austrália.

Segundo as autoridades espanholas, todos os ocupantes do navio estão assintomáticos. Para evitar qualquer risco de transmissão à população local, foi criada uma zona marítima de exclusão temporária ao redor da embarcação. O deslocamento dos passageiros em terra também ocorreu de forma isolada.

 

Novos casos

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), seis casos de hantavírus foram confirmados entre oito suspeitas registradas no navio. Três pessoas morreram em decorrência da doença, considerada rara e potencialmente grave.

Ainda durante a semana, três pessoas já haviam sido retiradas do navio em Cabo Verde e transferidas para a Europa em uma aeronave medicalizada. A doença não possui vacina nem tratamento específico e pode provocar síndrome respiratória aguda; além de outras complicações severas.

A cepa possui período de incubação de até seis semanas, o que levou autoridades sanitárias de diversos países a intensificar o rastreamento de contatos próximos dos passageiros. O objetivo é identificar possíveis cadeias de transmissão, isolar casos suspeitos e conter a disseminação do vírus.

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