Rio de Janeiro, 29 de Setembro de 2026

PF apreende arsenal e mais de R$ 500 mil em apuração sobre CACs

A ação cumpriu dois mandados de busca e apreensão na cidade de Feira de Santana, na Bahia, expedidos pela Justiça Federal.

Terça, 29 de Setembro de 2026 às 15:19, por: CdB

A ação cumpriu dois mandados de busca e apreensão na cidade de Feira de Santana, na Bahia, expedidos pela Justiça Federal.

Por Redação, com CartaCapital – de Brasília

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta terça-feira, a Operação Guardiões de Fogo, para apurar fraudes relacionadas à obtenção e à manutenção de Certificado de Registro (CR) para Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC), bem como eventuais irregularidades ligadas à posse e ao controle de armas de fogo.

PF apreende armas e mais de R$ 500 mil em investigação sobre fraude em registros de CACs

A ação cumpriu dois mandados de busca e apreensão na cidade de Feira de Santana, na Bahia, expedidos pela Justiça Federal. A corporação apreendeu um arsenal com 44 armas de fogo de diversos calibres e modelos, entre elas revólveres, pistolas, fuzis e espingardas, além de R$ 535 mil em espécie e cheques que totalizam cerca de R$ 1 milhão.

Segundo os agentes, os investigados teriam apresentado informações e documentos ideologicamente falsos durante o processo de obtenção de Certificado de Registro de CAC perante o Exército Brasileiro, com o objetivo de demonstrar o preenchimento de requisitos legais exigidos para a concessão da autorização.

Segundo os elementos reunidos até o momento, haveria omissão de informações relacionadas à existência de investigação criminal anterior, circunstância que poderia ter influenciado na análise da idoneidade necessária para a obtenção do registro.

De acordo com a PF, os suspeitos poderão responder pelos crimes de falsidade ideológica e uso de documento falso, sem prejuízo de outros delitos eventualmente identificados no decorrer das investigações.

Policial

O policial penal Felipe Arthur Bugni, de 40 anos, foi preso na noite de domingo suspeito de matar a esposa Aline Alves Bugni, de 31 anos, dentro de uma casa na cidade de Cajamar, na região metropolitana de São Paulo. Aline e Felipe eram casados havia cerca de 10 anos e tinham uma filha de 9 anos.

Segundo a Secretaria Estadual de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP), a morte foi constatada no local por uma equipe médica.

“A ocorrência foi inicialmente registrada como morte suspeita e a dinâmica dos fatos é apurada, inclusive sob a hipótese de feminicídio. O marido da vítima foi preso em flagrante pelos crimes de violência psicológica contra a mulher, lesão corporal e ameaça, após se envolver em agressões contra familiares da vítima”, informou a SSP-SP.

Segundo a secretaria, duas armas de fogo, carregadores e aparelhos celulares foram apreendidos. Além disso, foram requisitados exames periciais no local para auxiliar no esclarecimento das circunstâncias da morte.

O estado de São Paulo registrou 142 casos de feminicídio no primeiro semestre deste ano. O número revela aumento de 10% em relação a igual período de 2025, quando houve 129 vítimas. Esses são os dados são os mais atualizados, segundo o portal da Secretaria da Segurança Pública (SSP) do estado.

Considerando apenas o mês de junho, o número de feminicídios caiu de 21, em 2025, para 17, vítimas, em 2026. No entanto, junho registrou aumento em outros indicadores de violência contra a mulher: estupro de vulnerável e descumprimento de medida protetiva de urgência (MPU); e agressão física, perseguição e violência psicológica, em contexto de violência doméstica.

Os registros de descumprimento de MPU somaram 2.099 em junho deste ano. O número revela uma alta de 23,3% em relação ao mesmo mês do ano passado, quando houve 1.702 casos.

Segundo as estatísticas criminais, foram 5.604 registrados casos de lesão corporal dolosa contra mulheres em junho de 2026, o que representa aumento de 10,5% em relação a igual período de 2025, quando houve 5.069 registros.

As vítimas do crime de estupro de vulnerável passaram de 719 para 848, de junho do ano passado para o mesmo mês deste ano, ou seja, 129 vítimas a mais. No mesmo período de comparação, os registros de perseguição aumentaram de 2.731 para 3.037, enquanto as ocorrências de violência psicológica passaram de 326 para 509.

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