Os argelinos compareceram às urnas nesta quinta-feira para votar em um plebiscito sobre a anistia parcial a centenas de militantes islâmicos. O objetivo da medida é acabar com mais de uma década de conflito, que já custou pelo menos 150 mil vidas.
Muitos argelinos estão cansados dos anos de violência que levaram ao isolamento do país e sentem-se prontos para perdoar. A maior parte dos 18 milhões de eleitores deve votar a favor da controversa "carta para a paz e a reconciliação nacional", proposta pelo presidente Abdelaziz Bouteflika.
A oposição acusa Bouteflika de usar o referendo para ampliar seu poder no país. Entidades de defesa dos direitos humanos dizem que a anistia jogará para baixo do tapete abusos cometidos pelo Exército e pelos militantes.
Na fila de votação do bairro pobre de Bab el Oued, na capital, o aposentado Mohammed Mammar disse :
- Quero reconciliação neste país. Espero que a situação mude para melhor, e estou votando porque confio em Bouteflika."
O pacote oferece anistia a rebeldes presos, foragidos ou ainda em combate. Os envolvidos em grandes chacinas serão excluídos