Rio de Janeiro, 22 de Janeiro de 2026

Polícia apura esquema de furto de combustível ligado à família Garcia

Polícia e MPRJ investigam esquema de furto de petróleo da Transpetro em Guapimirim, com prejuízo superior a R$ 6 milhões e seis prisões.

Quinta, 22 de Janeiro de 2026 às 11:38, por: CdB

Polícia e MPRJ apuram desvio de petróleo da Transpetro em Guapimirim; prejuízo passa de R$ 6 milhões e seis pessoas foram presas.

Por Redação, com Agenda do Poder – do Rio de Janeiro

A Polícia Civil do Rio e o Ministério Público do Estado (MPRJ) deflagraram, nesta quinta-feira, a Operação Haras do Crime para investigar um esquema de furto de combustíveis em dutos da Transpetro dentro de uma fazenda da família Garcia, em Guapimirim, na Baixada Fluminense. Até o momento, seis pessoas estão presas.

Polícia apura esquema de furto de combustível ligado à família Garcia | As investigações tiveram início em junho de 2024
As investigações tiveram início em junho de 2024

A família é conhecida por ser tradicionalmente associada à contravenção e ao carnaval carioca. O haras alvo da ação pertence às gêmeas Shanna e Tamara, filhas de Waldomiro Paes Garcia, conhecido como Maninho, ex-patrono da escola de samba Salgueiro assassinado em 2004.

Maninho era filho de Waldomiro Garcia, o Miro, outro nome histórico da contravenção. Na década de 1980, o chefe do clã comandava cerca de 250 bancas do jogo do bicho no Rio em sociedade com Ângelo Maria Longa, o Tio Patinhas.

Proprietários podem não estar envolvidos

Apesar de o esquema funcionar dentro da propriedade, não foram expedidos mandados contra integrantes da família nesta fase da operação. De acordo com a polícia, ainda não há provas de que os proprietários tinham conhecimento dos desvios. A principal linha de apuração aponta que os crimes eram praticados por pessoas que arrendavam o imóvel.

Os detidos na ação são: Caio Victor Soares Diniz Ferreira, Elton Félix de Oliveira, Jairo Lopes Claro, Patrick Teixeira Vidal, Washington Tavares de Oliveira e Leandro Ferreira de Oliveira.

A ofensiva mobilizou agentes da Delegacia de Defesa dos Serviços Delegados (DDSD) e promotores do Gaeco-MPRJ, que cumpriram 13 mandados de prisão e 29 de busca e apreensão em seis estados: Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo, Paraná e Santa Catarina.

Início das investigações

As investigações tiveram início em junho de 2024, quando policiais militares se dirigiram à Fazenda Garcia para verificar a informação de que um grupo com cerca de 15 pessoas armadas estaria furtando petróleo do duto que passa no interior da propriedade.

Ao ingressarem no local, os policiais encontraram dois caminhões-tanque carregados com o combustível fóssil. De acordo com a Transpetro, o prejuízo apurado apenas nessa operação foi de R$ 5,8 milhões, sobretudo com medidas de reparo e segurança dos dutos.

Segundo o MP, as investigações apontam, ainda, pelo menos 15 empresas localizadas em diversos estados que compunham a engrenagem do esquema criminoso, especialmente no contexto da lavagem de dinheiro obtido com o furto de petróleo, sendo utilizadas para a receptação do produto, o transporte e a emissão de notas fiscais fraudulentas.

Alguns alvos já haviam sido denunciados anteriormente pela mesma prática delitiva e continuaram a conduzir o esquema criminoso, atuando em franco desrespeito às decisões judiciais.  

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