Rio de Janeiro, 07 de Setembro de 2026

Polícia italiana desmonta esquema de cidadania para brasileiros

A outra medida cautelar, de suspensão do exercício de função pública por seis meses, foi aplicada a uma inspetora da polícia municipal de Porto Empedocle.

Segunda, 07 de Setembro de 2026 às 13:34, por: CdB

A outra medida cautelar, de suspensão do exercício de função pública por seis meses, foi aplicada a uma inspetora da polícia municipal de Porto Empedocle.

Por Redação, com Ansa – de Agrigento – Itália

Polícia da província de Agrigento, na Sicília, executou duas medidas cautelares contra investigados, nesta segunda-feira, em um suposto esquema de fraudes na concessão de cidadania italiana por direito de sangue (jus sanguinis) a brasileiros. O principal alvo é um despachante que teve a prisão preventiva decretada, sob a suspeita de favorecimento à imigração ilegal, falsidade ideológica, corrupção, violação de sigilo funcional e lavagem de dinheiro.

migrantes brasileiros
Muitos brasileiros tentam obter a cidadania italiana, como porta de entrada para a Europa

A outra medida cautelar, de suspensão do exercício de função pública por seis meses, foi aplicada a uma inspetora da polícia municipal de Porto Empedocle, acusada de falsificação. As ordens foram emitidas pelo Tribunal de Revisão de Palermo e tornaram-se definitivas após a Suprema Corte de Cassação rejeitar os recursos da defesa.

A investigação, que reúne 23 suspeitos, teria reconstruído “um articulado sistema ilícito ligado à gestão de práticas administrativas destinadas ao reconhecimento da cidadania italiana jus sanguinis em favor de cidadãos de origem brasileira”, segundo o Ministério Público.

Processos

Ao longo dos últimos anos, a polícia e o Ministério Público desmantelaram diversas quadrilhas que praticavam corrupção e fraudes nos processos de reconhecimento de cidadania italiana jus sanguinis, especialmente envolvendo brasileiros.

O problema mais frequente é a questão da residência. Para obter o reconhecimento na Itália, sem precisar encarar as filas nos consulados, é preciso comprovar moradia no país, o que exige a permanência por um período relativamente incerto, mas que pode durar por volta de três meses.

Esse foi um dos motivos que levaram o governo da premiê Giorgia Meloni a aprovar uma medida restringindo o acesso de ítalo-descendentes à cidadania por direito de sangue, agora reconhecida apenas para quem tem um dos pais ou um dos avós nascido na Itália e exclusivamente italiano.

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