Interlocutores do presidente têm dito à mídia conservadora que acompanham de perto o estilo político de Lula e acreditam que o nome do vice será revelado apenas às vésperas da convenção partidária.
Por Redação – de Brasília
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem buscado adiar, ao máximo, o anúncio de quem irá compor com ele a chapa à reeleição, para a campanha deste ano. O líder petista repete a estratégia adotada há duas décadas, quando levou a escolha até o último minuto.

Interlocutores do presidente têm dito à mídia conservadora que acompanham de perto o estilo político de Lula e acreditam que o nome do vice será revelado apenas às vésperas da convenção partidária. No meio tempo, Lula tentará ampliar negociações com legendas de centro como MDB, PSD, Republicanos e a federação União-PP.
Apesar dos indícios, no entanto, no entorno do presidente a expectativa é que o escolhido seja, mais uma vez, o atual vice-presidente, Geraldo Alckmin (PSB), em linha com o mesmo roteiro de 2006. Na época, Lula confirmou José Alencar como vice apenas no fim de junho, próximo à formalização da candidatura, enquanto buscava atrair o PSB, que apresentava como possíveis nomes Eduardo Campos e Ciro Gomes.
Alternativas
As especulações ganharam força após declaração recente de Lula em entrevista ao site de notícias UOL. Na ocasião, ele afirmou que Alckmin “tem um papel a cumprir em São Paulo na eleição”, frase que foi interpretada nos bastidores como indicativo de que o presidente pode avaliar alternativas fora do PSB.
Mas, se depender do senador Renan Calheiros (MDB-AL), no entanto, se o presidente convidar a legenda a indicar o candidato a vice-presidente na chapa de reeleição, a resposta será positiva. E imediata. Embora levantamento interno do diretório nacional aponte maior número de núcleos estaduais contrários à aliança, Renan demonstra confiança na reversão desse quadro.
— Se houver o convite do presidente Lula, ganharemos a convenção nacional. Na última eleição, embora tivéssemos candidata (Simone Tebet), levamos 13 diretórios para apoiar Lula. Hoje, na reeleição, a correlação é, sem dúvida, mais favorável — concluiu o senador.