Rio de Janeiro, 05 de Fevereiro de 2026

Presidente mobiliza quadros políticos para disputar as próximas eleições

Lula acredita na vitória do campo progressista nas próximas eleições, destacando a polarização política e a importância da democracia no Brasil.

Quinta, 05 de Fevereiro de 2026 às 20:00, por: CdB

Segundo o líder petista, as pesquisas atuais não mostram ainda a realidade política e avalia que a polarização entre ele e as forças neofascistas tornam o cenário eleitoral mais conflagrado, com eleitores cada vez menos dispostos a mudar de opinião.

Por Redação – de Brasília

Nos cálculos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com base no sucesso de seu governo ao longo dos últimos quatro anos, o campo político progressista conquistará uma nova vitória eleitoral, com o apoio de ministros e aliados próximos em posições estratégicas nas disputas por Estados, especialmente em São Paulo e Minas Gerais.

Presidente mobiliza quadros políticos para disputar as próximas eleições | Presidente do Congresso, o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) é cotado para o governo mineiro
Presidente do Congresso, o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) é cotado para o governo mineiro

Segundo o líder petista, as pesquisas atuais não mostram ainda a realidade política e avalia que a polarização entre ele e as forças neofascistas tornam o cenário eleitoral mais conflagrado, com eleitores cada vez menos dispostos a mudar de opinião.

Na entrevista ao site de notícias UOL, de propriedade do diário conservador paulistano Folha de S. Paulo (FSP), nesta manhã, Lula reafirmou sua disposição para vencer novamente por considerar que a continuidade democrática estará no centro da disputa.

— Nós vamos ganhar as eleições outra vez, porque o Brasil precisa de democracia — acredita.

 

Torcida

Ao comentar o ambiente político atual, o presidente disse que as eleições no Brasil acompanham a tendência mundial de disputas acirradas e com alto grau de radicalização.

— Toda eleição no mundo está acirrada. Aliás, eu nunca tive eleição que não fosse acirrada, sempre foi quase meio a meio. Qual é a diferença que temos hoje? O jogo está como se fosse uma torcida Vasco e Flamengo ou Corinthians e Palmeiras, ninguém muda de lado. Eu não vou entrar no mundo da mentira. Esse ano será o ano da verdade. Vamos mostrar o que fizemos — garante.

Lula atribuiu o avanço da radicalização no país ao processo eleitoral de 2014, quando, segundo ele, a disputa presidencial abriu caminho para um ambiente político mais hostil.

 

Eleições

— Das eleições de 2014 para cá, a radicalização das eleições começou na disputa do Aécio Neves. O Aécio Neves foi o maior agressor que eu já vi contra uma mulher numa campanha política, naquela de 2014. Ele inclusive criou radicalização inclusive entrando com processo para que a Dilma não tomasse posse. A partir dali começou a radicalização na política brasileira — acrescentou.

O presidente avaliou que o país vive hoje um clima de polarização mais rígido do que em eleições anteriores.

— Não será mais igual 2003, 2010. Está mais radicalizado. É como se o campeonato fosse só Corinthians e Palmeiras. Quem é um, é um. Quem é outro, é outro — concluiu.

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