Rio de Janeiro, 11 de Setembro de 2026

Processo de paz avança no Oriente Médio

Líderes israelenses e palestinos anunciaram no Egito, na terça-feira, o fim formal de mais de quatro anos de derramamento de sangue. O presidente palestino Mahmoud Abbas disse que acordou com o primeiro-ministro israelense Ariel Sharon o fim de toda a violência. Sharon declarou o fim da atividade militar. Os anúncios foram feitos na reunião de Sharm el Sheikh, vista como passo decisivo no sentido de retomada das negociações de paz. (Leia Mais)

Terça, 08 de Fevereiro de 2005 às 11:21, por: CdB

Líderes israelenses e palestinos anunciaram no Egito, na terça-feira, o fim formal de mais de quatro anos de derramamento de sangue. O presidente palestino Mahmoud Abbas disse que acordou com o primeiro-ministro israelense Ariel Sharon o fim de toda a violência. Sharon declarou o fim da atividade militar. Os anúncios foram feitos na reunião de Sharm el Sheikh, vista como passo decisivo no sentido de retomada das negociações de paz.

- Acordamos com o primeiro-ministro Ariel Sharon o fim de todos os atos de violência contra israelenses e palestinos, estejam onde estiverem. A calma que vai prevalecer em nossas terras a partir de hoje constitui o início de uma nova era. - disse Abbas no resort turístico de Sharm el Sheikh, às margens do Mar Vermelho.

Sharon disse: "Pela primeira vez em muito tempo há esperança em nossa região de um futuro melhor para nós e para nossos netos".

Foi o encontro de mais alto nível entre os dois lados desde o início do levante palestino, em 2000, após o fracasso das conversações de paz.

Os dois lados não assinaram um acordo formal de cessar-fogo, e Israel destacou que estava tratando apenas com a Autoridade Palestina de Mahmoud Abbas, não com os militantes responsáveis pelos ataques.

O anfitrião do encontro, o presidente egípcio Hosni Mubarak, e o rei Abdullah, da Jordânia, somaram seu peso a uma cúpula que pode preparar o terreno para a retomada do "mapa do caminho", apoiado pelos EUA, em direção à criação de um Estado palestino lado a lado com Israel com garantias de segurança.

Os Estados Unidos vêm destacando seu novo compromisso com a proposta de buscar a paz desde a morte do líder ícone Yasser Arafat, a quem Washington e Israel viam como obstáculo à paz.

Apesar dos anúncios, porém, restam dúvidas quanto à adesão dos grupos militantes responsáveis por ataques suicidas e outros, emboras eles tenham concordado com uma trégua "de fato".

"Não faz sentido falar em trégua neste momento", disse Hassan Youssef, do Hamas, à televisão Al Jazeera. "Não vimos qualquer pressão séria do lado israelense para tomar medidas concretas que comprovem sua seriedade."

As facções dizem que a promessa israelense de libertar 900 dos 8.000 prisioneiros palestinos, retirar suas tropas e pôr fim aos assassinatos políticos não são o suficiente.

Embora Abbas queira cooptar os militantes em lugar de refrear sua ação pela força, autoridades israelenses disseram querer que os grupos sejam desfeitos e sugeriram que até o fato de os grupos continuarem a construir foguetes pode ser visto como violação do cessar-fogo.

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