Rio de Janeiro, 18 de Agosto de 2026

Queiroz volta à cena e reacende as suspeitas contra Flávio Bolsonaro

A imagem dispensava maiores detalhes. Era o retorno triunfal de um dos nomes mais associados ao antigo escândalo das chamadas “rachadinhas” no gabinete de Flávio Bolsonaro.

Terça, 18 de Agosto de 2026 às 20:34, por: CdB

A imagem dispensava maiores detalhes. Era o retorno triunfal de um dos nomes mais associados ao antigo escândalo das chamadas “rachadinhas” no gabinete de Flávio Bolsonaro.

Por Redação – do Rio de Janeiro

O comício do candidato do PL à Presidência da República, senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), ou filho ’01’ como também é conhecido, no último domingo, em Copacabana, trouxe de volta a figura do ex-PM Fabrício Queiroz, personagem que permanecia fora dos holofotes por representar uma velha dor de cabeça para o clã da ultradireita. Ex-assessor de ’01′ na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), Queiroz foi fotografado num abraço ao senador durante o lançamento da candidatura.

Queiroz, Flávio Bolsonaro
O abraço entre Flávio Bolsonaro e Queiroz foi parar nas redes sociais

A legenda escolhida para a foto, nas redes sociais, foi curta e enigmática apenas para quem não acompanhou a política brasileira nos últimos anos: “22 BR”. Mas a imagem dispensava maiores detalhes. Era o retorno triunfal de um dos nomes mais associados ao antigo escândalo das chamadas “rachadinhas” no gabinete de Flávio Bolsonaro.

 

Esquema

Queiroz, atual subsecretário de Segurança e Ordem Pública de Saquarema (RJ), já havia indicado que pretendia participar da campanha do ex-patrão. No evento, não apenas participou, mas posou para a fotografia que, rapidamente, recolocou Queiroz no centro da discussão política. O ex-assessor foi apontado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro como peça central do esquema investigado no antigo gabinete de ’01’, na Alerj.

Em 2020, o MP-RJ denunciou Flávio e Queiroz por crimes como peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Segundo a acusação, Queiroz seria responsável por recolher parte dos salários de servidores do gabinete. O caso, entretanto, não chegou a uma análise definitiva do mérito das acusações, posteriormente retiradas por decisões judiciais.

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