O governador Luiz Fernando Pezão disse, que a primeira Companhia Integrada de Polícia de Proximidade (CIPP), que vai abranger os bairros de Grajaú, Andaraí, Vila Isabel e parte da Tijuca, foi inaugurada nesta terça-feira. A unidade, baseada na Praça Verdun, no Grajaú, Zona Norte do Rio, terá efetivo de 120 policiais militares sob o comando do 6º BPM (Tijuca).
- Nós estamos tentando cada vez mais fazer uma polícia de proximidade. Amanhã daremos mais um passo nessa direção. A segurança continua sendo a nossa prioridade - disse o governador, depois de participar de reunião com a comissão de coordenação do Comitê Olímpico Internacional (COI).
Após a morte de quatro policiais neste fim de semana, na Região Metropolitana do Rio, Pezão lamentou a morte dos agentes de segurança e voltou a defender penas mais duras para punir bandidos que atiram contra policiais.
- Sou contra a violência contra qualquer cidadão. Quando uma bala atinge uma criança, uma mulher ou um homem, é um pedaço da gente que vai embora. Mas não podemos ver os policiais morrendo assim. Lamento muito. A gente tem que ter penas duras que desestimulem a atirar no policial. O policial está ali levando segurança para locais que estavam há 30 anos abandonados. Vou me empenhar dentro do Congresso Nacional para criar leis que garantam penas mais duras contra esse crime – afirmou o governador.
CIPP pretende agilizar atendimento à população
Os 120 policiais que vão atuar na companhia do Grajaú contarão com celulares e cartões de visita, que serão distribuídos a moradores e comerciantes da região. Os agentes, que passaram por um curso com ênfase em conteúdos nas áreas de direitos humanos e mediação de conflitos, usarão coletes pretos com faixas amarelas, para facilitar a identificação.
Inspirada no atendimento já prestado pelas Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), a iniciativa assegura maior transparência à atividade policial, mais agilidade no atendimento à população e proatividade na resolução de conflitos, buscando reduzir os índices de criminalidade. O novo serviço vai adotar também práticas de prevenção e resolução de conflitos.
Durante o período de teste do projeto-piloto, o Centro de Estudos de Segurança e Cidadania (Cesec) da Universidade Cândido Mendes fará o acompanhamento das ações. Relatórios emitidos pela instituição darão à PM subsídios para verificar a necessidade de ajustes e, a partir disso, possibilidade de expansão do programa para outras regiões do Estado.