Rio de Janeiro, 22 de Janeiro de 2026

Rio: taxistas pedem para ser recebidos pelo prefeito

Desde as primeiras horas desta manhã, taxistas se reuniram em diversos pontos do Rio de Janeiro e se dirigiram em carreata em direção ao prédio da prefeitura do Rio

Quinta, 27 de Julho de 2017 às 11:23, por: CdB

Por volta das 11h15, a polícia usou bombas de gás lacrimogêneo para conter manifestantes que tentaram ocupar a pista da Avenida Presidente Vargas

Por Redação, com ABr - do Rio de Janeiro:

Desde as primeiras horas desta manhã, taxistas se reuniram em diversos pontos do Rio de Janeiro e se dirigiram em carreata em direção ao prédio da prefeitura do Rio de Janeiro, na Cidade Nova, no centro da capital Fluminense. Durante toda a manhã, o trânsito no local ficou lento, com reflexos em várias partes da cidade. Centenas de táxis ficaram estacionados na Sapucaí, com autorização da prefeitura.

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Taxistas pedem para ser recebidos pelo prefeito do Rio

Por volta das 11h15, a polícia usou bombas de gás lacrimogêneo para conter manifestantes que tentaram ocupar a pista da Avenida Presidente Vargas que estava liberada para o tráfego. Houve um princípio de tumulto.

A manifestação, no entanto, não se dispersou. Segundo o diretor do Sindicato dos Taxistas Autônomos do Município do Rio de Janeiro Hildo Braga, o objetivo é permanecer no local até que uma comissão de taxistas seja recebida pelo prefeito do Rio, Marcelo Crivella.

O prefeito convocou uma entrevista coletiva com o objetivo de falar sobre o movimento dos taxistas.

De acordo com Hildo Braga, a categoria quer participar das discussões sobre a regulamentação do transporte de passageiros em carros particulares. Como os serviços oferecidos por aplicativos como Uber, Cabify e 99 Pop. “O prefeito, antes de fazer uma regulamentação, tem que ouvir o que a categoria, o sindicato, as entidades, as lideranças têm pra dizer.

Protesto

Nós estamos aí desde janeiro, entregamos vários ofícios tanto para a prefeitura quanto pra Secretaria de Transportes. Não estamos sendo ouvidos. Ele simplesmente faz ouvido de mercador, não escuta o que realmente estamos sofrendo e estamos passando”, afirmou o diretor.

Segundo Braga, a categoria tem enfrentado dificuldades financeiras por causa da concorrência dos aplicativos, que o sindicato considera desleal pelo fato de os serviços não serem regulamentados e os motoristas não terem as mesmas obrigações que os taxistas.

– Não somos contra essas pessoas, esses pais de família, somos contra você pegar seu carro particular e, de uma hora pra outra, invadir a profissão do outro que tem as suas despesas, a sua profissão regulamentada, a sua autorização, o seu alvará.

Na quarta-feira, o prefeito Marcelo Crivella disse que recebeu representantes da categoria para conversar sobre a regulamentação dos aplicativos. Porém, o presidente da Associação de Assistência aos Motoristas de Táxi do Brasil (Aamotab), André Oliveira, diz que as entidades representativas da categoria não estavam presentes.

– Ele recebeu uma representação política, ligada ao presidente da Câmara dos Vereadores. Mas não recebeu a principal representatividade, que é o Sindicato dos Autônomos. Nem a Aamotab, que sou eu. Ficou incompleto, ele atendeu apenas uma minoria que atua junto com o presidente da Câmara.

Aplicativo

Sobre o aplicativo que a prefeitura pretende colocar em funcionamento em agosto. Braga também considera que é preciso discutir com a categoria. “Nós não somos contra o aplicativo. Nós somos contra a forma com que ele está querendo colocar o aplicativo. Eu acho que ele tem que sentar com todo mundo. Ele tem que sentar com as entidades, tem que discutir o aplicativo”, disse.

O sindicato também se posicionou de forma contrária ao uso de taxímetro virtual e ao pagamento de comissão sobre as corridas para substituir as diárias pagas por motoristas auxiliares.

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