Rússia garante ’resposta simétrica’ à OTAN e assegura presença na Síria
Recentemente, os ministros da Defesa da OTAN acordaram reforçar a presença da aliança com quatro batalhões multinacionais nos três países bálticos nas fronteiras com a Rússia
Recentemente, os ministros da Defesa da OTAN acordaram reforçar a presença da aliança com quatro batalhões multinacionais nos três países bálticos nas fronteiras com a Rússia
Por Redação, com Sputnik-Brasil - de Moscou
A resposta do vice-secretário do Conselho de Segurança da Rússia de que Moscou está pronto para uma "resposta simétrica e eficaz" à quaisquer ações de aumento da presença da OTAN, ao longo das fronteiras orientais da aliança, repercutiu na Europa.
— Não há motivo para preocupações. A resposta é adequada, eficaz e barata — disse Yevgeny Lukyanov à agência russa de notícias RIA Novosti, durante o Fórum Econômico Internacional em São Petersburgo (SPIEF, na sigla em inglês).
A Rússia mantém seus caças abastecidos e em ação no front da guerra civil síria
Recentemente, os ministros da Defesa da OTAN acordaram reforçar a presença da aliança com quatro batalhões multinacionais nos três países bálticos e na Polônia. Os quatro batalhões são compostos maioritariamente por militares da Alemanha, do Reino Unido e dos EUA.
A OTAN está discutindo, desde o início do ano, a intensificação da presença militar na Europa Oriental. Este será um dos temas centrais na cúpula da aliança que está marcada para o julho e será realizada em Varsóvia. A OTAN explica a necessidade do aumento de forças na Europa do Leste pela alegada ameaça crescente da Rússia. O porta-voz de Vladimir Putin, Dmitry Peskov, havia dito anteriormente que a Rússia não é uma ameaça, mas não iria ignorar ações potencialmente perigosas para os seus interesses.
Rússia na Síria
Com o equilíbrio estabelecido nas fronteiras com a Europa, a Rússia avalia que, no front da guerra civil na Síria as tropas também estão abastecidas. O vice-chefe do Conselho de Segurança da Rússia disse que Moscou não tem planos de enviar armamento adicional para os militares russos na Síria no futuro próximo.
— Eu sei que o nosso grupo militar está bem equipado. Não se sente falta de munições ou equipamentos — disse Yevgeny Lukyanov, no SPIEF.
Segundo ele, a Rússia continua cumprindo as suas obrigações de fornecimento militar para as Forças Armadas sírias.
— Com certeza, continuamos com os nossos abastecimentos para as Forças Armadas sírias. Trata-se de nossos compromissos contratuais — disse o oficial.
A Rússia lançou uma campanha militar contra organizações terroristas na Síria no final de setembro de 2015, a pedido do governo de Bashar al-Assad. Em março deste ano, o presidente russo, Vladimir Putin, ordenou a retirada da maior parte do contingente russo em território sírio, onde hoje vigora um cessar-fogo que segue sendo violado por grupos de oposição ao regime.
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