Durante Jogos Olímpicos, nadador norte-americano inventou assalto para encobrir ato de vandalismo em posto de gasolina. "Provavelmente fui a pessoa mais odiada do mundo", diz Lochte em entrevista
Por Redação, com DW - de Nova York:
O nadador e medalhista olímpico norte-americano Ryan Lochte, de 32 anos, admitiu ter pensado em suicídio após a confusão causada pela falsa notificação de um roubo no Rio de Janeiro, durante os Jogos Olímpicos no ano passado.
– Depois do Rio, eu fui provavelmente a pessoa mais odiada do mundo – disse Lochte numa entrevista publicada na terça-feira no site da emissora de televisão ESPN.
– Houve momentos em que chorei e pensei que seria bom se fosse para a cama e nunca mais acordasse – acrescentou o nadador. Ao ser questionado se ele estava considerando o suicídio. Lochte disse que estava prestes a acabar com a vida.
A confusão no Rio de Janeiro começou após a Lochte ter dito que ele e outros três nadadores norte-americanos foram roubados ao sair de uma festa. Porém, o grupo caiu em contradições ao contar a história. A polícia começou a desconfiar dos esportistas. Os investigadores também estranharam que não tivessem sido roubados celulares, relógios ou credenciais da Vila Olímpica .
Após localizar imagens de câmeras de segurança de um posto. A polícia descobriu que, na verdade, os nadadores não haviam sido assaltados. Mas sim depredado o local, sendo depois impedidos por um segurança de deixar o posto enquanto não pagassem pelo prejuízo.
Confusão
A confusão pela falsa notificação de roubo no Rio de Janeiro acarretou para Lochte, que possui 12 medalhas olímpicas, a perda de seus principais patrocinadores e uma suspensão de dez meses, imposta pelo Comitê Olímpico dos Estados Unidos (USOC) e pela Federação Americana de Natação.
Com a sanção, Lochte está impedido de participar do Campeonato Mundial de Natação, em Budapeste, que ocorre em julho.