O percentual, no entanto, indica relativa estabilidade frente à taxa de 5,8% dos três meses até fevereiro, usados como base de comparação.
Por Redação, com Bloomberg – do Rio de Janeiro
A taxa de desemprego, no Brasil, atingiu o degrau de 5,6% no trimestre até maio deste ano. Trata-se do menor patamar para o intervalo na série histórica iniciada em 2012, segundo relatório do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgado nesta sexta-feira.

O percentual, no entanto, indica relativa estabilidade frente à taxa de 5,8% dos três meses até fevereiro, usados como base de comparação. Os dados integram a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), do IBGE. O levantamento estuda o mercado de trabalho formal, com carteira assinada ou CNPJ; além do setor informal.
A taxa de 5,6% ficou em linha com a mediana das previsões do mercado financeiro, que também era de 5,6%, segundo a agência norte-americana de notícias Bloomberg. Segundo William Kratochwill, analista da pesquisa do IBGE, o mercado de trabalho tem apresentado “respostas positivas”.
Tendência
Kratochwill cita o “cenário desfavorável” de juros altos no Brasil e impactos econômicos da guerra no Irã.
— A taxa de juros vem alta há algum tempo, e o mercado tem se mostrado forte. O efeito (da política monetária) não tem sido intenso sobre o mercado de trabalho — acrescentou.
O pesquisador afirma também que a estabilidade da taxa de desemprego pode ser considerada sazonal, uma vez que setores da economia estão à espera da chegada do segundo semestre. Na avaliação do técnico, o desemprego na mínima para o intervalo até maio indica que o mercado mantém uma “tendência estrutural de aquecimento e expansão na absorção de mão de obra”.
Novas vagas
Levados em conta os diferentes trimestres da série histórica, a menor taxa de desocupação foi de 5,1% até dezembro do ano passado. A maior foi de 14,9% nos intervalos até setembro de 2020 e março de 2021, quando o país vivia a pandemia.
— O que os dados da Pnad sugerem é que, nos últimos meses, a taxa de desemprego ficou praticamente estável em um nível historicamente baixo para os padrões do país. Mesmo que a desaceleração da economia possa afetar o ritmo de criação de vagas ao longo de 2026, o mercado de trabalho deve continuar aquecido — indicou a economista Claudia Moreno, do C6 Bank, que prevê a taxa um pouco abaixo de 6% ao final do ano.
Nas estatísticas oficiais, uma pessoa de 14 anos ou mais sem emprego precisa estar à procura de oportunidades para ser considerada desempregada. Não basta só não trabalhar. A população desempregada foi estimada em 6,1 milhões até maio.