Segundo o relatório da PF, o celular apresentava não apenas a criptografia padrão, mas também uma camada adicional de proteção.
14h56 – de Brasília
Ao acessar os dados do telefone celular do proprietário do Banco Master, Daniel Vorcaro, após submeter o aparelho a uma ferramenta especializada de quebra de criptografia, a Polícia Federal (PF) fica mais próxima do esquema político por trás do escândalo bilionário eclodido no fim do ano passado. O dispositivo, um modelo recente da linha iPhone, teve seu conteúdo desbloqueado mesmo após o banqueiro se recusar a fornecer a senha durante depoimento às autoridades.

As informações extraídas estão em fase de organização e devem ser encaminhadas aos órgãos responsáveis pela investigação, segundo apurou o canal norte-americano de TV CNN Brasil. Segundo o relatório da PF, o celular apresentava não apenas a criptografia padrão, mas também uma camada adicional de proteção.
As ferramentas utilizadas têm capacidade de acessar conteúdos protegidos e também de recuperar dados que haviam sido apagados do aparelho, ampliando o alcance da perícia.
Material
Ao longo dos últimos meses, a PF passou a contar com sistemas mais modernos desenvolvidos para romper criptografias avançadas, especialmente em modelos mais recentes de smartphones. Tais recursos têm sido empregados em investigações complexas que envolvem análise detalhada de comunicações, arquivos e registros digitais armazenados em dispositivos eletrônicos.
O material obtido no celular de Vorcaro deverá ser compartilhado com o Supremo Tribunal Federal (STF) e com a Procuradoria-Geral da República (PGR). O ministro Dias Toffoli, relator do processo no STF, também precisará autorizar o envio dos dados à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS.