Rio de Janeiro, 17 de Setembro de 2026

Violações na Costa Marfim e no Sudão são denunciadas pela ONU

Terça, 25 de Maio de 2004 às 22:08, por: CdB

O Conselho de Segurança da ONU fez, na última terça-feira, uma reunião para analisar a grave situação da Costa do Marfim e do Sudão, onde estão sendo cometidas diversas violações dos direitos humanos.

Em declarações institucionais, o presidente do Conselho de Segurança, o embaixador paquistanês Munir Akram, fez um chamado aos governos destes países para que façam o possível para cumprir os acordos de paz e frear a violência.

No caso da Costa do Marfim, o Conselho pediu, além disso, a abertura de uma comissão internacional que investigue todas as violações dos direitos humanos registradas desde setembro de 2002.

Também pediu ao governo que leve à Justiça os responsáveis pelo massacre indiscriminado de civis que aconteceu em março em Abidjan, a capital marfiniana.

O fato ocorreu quando as forças governamentais reprimiram várias manifestações organizadas pela oposição contra o presidente Laurent Gbagbo, exigindo a aplicação dos acordos de paz de Linas-Marcoussis.

Esses enfrentamentos levaram à morte de 120 pessoas e deixaram cerca de 275 feridos.

Com relação ao Sudão, o Conselho de Segurança mostrou sua 'preocupação' com a gravidade do conflito que o país vive, que fez com que milhares de pessoas deixassem suas casas, fugindo da violência étnica, e atravessassem um situação humanitária crítica.

- A assistência humanitária deve chegar o mais rápido possível à população mais vulnerável - indicou o presidente do Conselho, que pediu ao Governo sudanês que facilite o acesso das organizações humanitárias.

O Conselho de Segurança também mostrou sua preocupação com as 'violações em grande escala' que estão sendo cometidas na zona, incluindo atos de violência sexual e étnica, ataques a civis e deslocamentos forçados.

Por isso, pediu ao governo que persiga esses atos de violência e que facilite o regresso a seus lares dos refugiados, coletivo ao qual deve proteger.

Munir Akram alertou que os trabalhos de assistência à população refugiada deve ser acelerado devido à iminente chegada da temporada de chuvas e pediu a nomeação de um coordenador de assuntos humanitários para o país.

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