Rio de Janeiro, 16 de Agosto de 2026

Violência em briga por comida deixa mais um morto na Venezuela

Um homem foi morto a tiros durante uma onde de saques e manifestações por comida na Venezuela, disse uma parlamentar de oposição

Quarta, 15 de Junho de 2016 às 07:10, por: CdB

Com multidões gritando "queremos comida!" e forças da segurança tentando manter a ordem, manifestações e confrontos em lojas crescem nas semanas recentes pelo país afetado pela recessão

Por Redação, com Reuters - de Caracas/Washington:

Um homem foi morto a tiros durante uma onde de saques e manifestações por comida na Venezuela, disse uma parlamentar de oposição, levando o número de mortos neste mês em incidentes deste tipo para pelo menos quatro.

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Três outras pessoas foram mortas a tiros na semana passada. Um policial e um soldado foram presos

A deputada Milagros Paz disse que, além de uma morte, outras 27 pessoas ficaram feridas durante um dia de caos e violência na cidade costeira caribenha de Cumana, que a parlamentar representa pelo partido Primeiro Justiça.

– Foi tudo muito confuso. Houve saques simultâneos em partes diferentes de Cumana. Eles saquearam mais de 100 estabelecimentos – disse à agência inglesa de notícias Reuters da Assembleia Nacional, em Caracas, baseando suas informações em contato com seus apoiadores.

Não houve confirmação do governo do presidente Nicolás Maduro, embora vídeos e fotos em redes sociais que seriam de Cumana tenham mostrado tropas da Guarda Nacional em confronto com multidões, além de lojas danificadas.

Com multidões gritando "queremos comida!" e forças da segurança tentando manter a ordem, manifestações e confrontos em lojas crescem nas semanas recentes pelo país afetado pela recessão, impulsionados pela falta de bens básicos.

Três outras pessoas foram mortas a tiros na semana passada. Um policial e um soldado foram presos.

EUA apoiam referendo contra

O secretário de Estado norte-americano, John Kerry, pediu na terça-feira por um referendo que pode retirar o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, do poder, em meio a uma profunda crise política e econômica vivida pelo país sul-americano produtor de petróleo.

A Venezuela sofre com uma brutal e prolongada desaceleração econômica, longas filas para comprar alimentos e medicamentos e uma inflação elevada, o que gerou protestos e pedidos da oposição pela convocação de um referendo para retirar Maduro, uma medida prevista na Constituição do país.

Em seu discurso de abertura na reunião da Organização dos Estados Americanos (OEA) na República Dominicana, Kerry pediu por diálogo e disse que Washington está fortemente comprometido em trabalhar com os Estados-membros para lidar com a situação "profundamente problemática" da Venezuela.

Em referência à tentativa de convocar o referendo, Kerry pediu que os herdeiros políticos do ex-presidente venezuelano Hugo Chávez, morto em 2013, respeitem o direito das pessoas aos mecanismos constitucionais para expressarem sua vontade, numa declaração que colocou o peso dos EUA ao lado do secretário-geral da OEA, Luís Almagro, e de suas críticas a Maduro.

– Os Estados Unidos se juntam ao secretário-geral Almagro e a outros na comunidade internacional ao pedir que o governo venezuelano liberte presos políticos, respeite a liberdade de expressão e reunião, alivie a falta de alimentos e medicamentos, e honre os mecanismos de sua própria Constituição, incluindo um justo e tempestivo referendo revogatório – disse Kerry.

A oposição venezuelana acusa o conselho eleitoral do país de paralisar o processo de convocação do referendo sob ordens de Maduro ao mudar arbitrariamente os critérios para pedir a convocação. Maduro disse que qualquer referendo revogatório contra ele só poderia acontecer em 2017.

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