Dois gênios sem herdeiros
26/06/2008, 13:04
Um deles é cético, cruel, de narrativa certeira. O outro, um malabarista da linguagem, criador de neologismos como “amormeuzinho” e “circuntristeza”. As histórias do primeiro se passam na cidade. As do outro, no sertão mineiro. Um é avesso ao misticismo, o outro é pura mágica. Mas, mesmo diferentes, Machado de Assis e Guimarães Rosa investigam a alma humana como pouquíssimos outros. Ambos mostram que, tanto no ralo cotidiano da classe média-alta do século XIX quanto no lento andar de um carro de bois, latejam questões universais. E mal nascia um, já morria o outro. Apenas três meses separam o nascimento de Rosa da morte de Machado, há 100 anos. (Leia mais)