Dilma teme onda de violência nas próximas eleições devido fascismo

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Publicado terça-feira, 27 de março de 2018 as 16:00, por: CdB

Presidenta deposta no golpe de Estado, em curso, Dilma Rousseff comenta os atos de violência promovidos por grupos ligados ao fascismo, no Sul do país.

 

Por Redação – de Curitiba

 

A presidenta deposta Dilma Rousseff (PT) condenou, nesta terça-feira, os atos hostis de manifestantes durante a caravana do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no Sul do país. Ela disse a jornalistas que teme um “banho de violência” nos meses que antecedem a campanha presidencial deste ano.

Grupos ligados ao fascismo atacaram a caravana do ex-presidente Lula
Grupos ligados ao fascismo atacaram a caravana do ex-presidente Lula

Grupos armados de chicotes, porretes; pedras e ovos atacaram simpatizantes do ex-presidente em cidades da Região Sul. Lula e aliados foram alvos dos manifestantes ligados ao fascismo. Eles chegaram a bloquear estradas; na tentativa de impedir o avanço da caravana. Para Dilma, os atos são cometidos por grupos milicianos.

— Vim denunciar o que pode acontecer na campanha, que é um banho de violência sobre nós; que sempre fomos defensores da democracia. Sempre que ela se restringiu, o povo perdeu. Há, no Brasil, processos muito violentos que vão chegar à campanha eleitoral — alertou, ao citar casos de violência registrados em Porto Alegre; Santa Maria, Chapecó e São Borja; outras cidades.

Agressões

A ex-mandatária também condenou as declarações da senadora Ana Amélia (PP-RS). A parlamentar de ultradireita elogiou aqueles manifestantes que atiraram ovos e “levantaram o relho”, discursou, contra Lula e seus aliados. No dia seguinte, apesar dos diversos vídeos divulgados nas redes sociais, Amélia negou, no Senado, o que havia dito na noite anterior.

O PT vai ingressar, nos próximos dias, junto à Procuradoria-Geral da República; com uma queixa-crime contra a parlamentar e com uma representação no Conselho de Ética do Senado.

— Em todos os locais são milícias armadas, tem gente com revolver e bomba. Tem foto disso —afirmou.

Miopia

Em Brasília, o chefe da Secretaria de Governo, Carlos Marun, comentou os episódios ocorridos na caravana de Lula. No lugar de apoiar a redução da violência política, Marum disse que o PT deveria rever a estratégia de percorrer o país; “em campanha com o ex-presidente”.

— Nós entendemos que o presidente Lula não pode mais ser candidato. E essa decisão de hoje somente corrobora esse entendimento — disse.

O parlamentar afastado das funções referia-se à rejeição; pela Oitava Turma do Tribunal Regional Federal da Quarta Região (TRF-IV), dos embargos de declaração impetrados pela defesa de Lula. Ele foi condenado no processo do tríplex no Guarujá (SP), a 12 anos e 1 mês de prisão.

Lula lidera as pesquisas de intenção de voto para a Presidência em outubro mas; confirmada a condenação, a tendência é que seja impedido de disputar as eleições. Estaria incorrendo na Lei da Ficha Limpa.

Novo golpe

Na coletiva para a imprensa internacional, a qual Dilma afirmou ter muita gratidão por se levantar contra o golpe de Estado, em curso, a presidenta afastada reiterou que seu partido não tem um plano B para a vaga de Lula, na corrida presidencial. Ela afirmou que não há motivos para o ex-presidente ser preso ou proibido de se candidatar nas eleições desse ano.

— Impedir o Lula ser candidato é um segundo golpe — disse.

Dilma afirmou que ainda não definiu se vai se candidatar a algum cargo em 2018. Ela salientou, porém, que quanto o maior desafio mais se sente estimulada. Embora tenha perdido seu mandato como presidenta, Dilma manteve seus direitos políticos e pode disputar as eleições este ano se quiser.

Rousseff acrescentou que se o PT voltar ao comando do país vai trazer de volta a obrigatoriedade de que a Petrobras tenha no mínimo 30% de todos os campos de petróleo na camada pré-sal.

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