Espanha deve impor controle direto sobre a Catalunha

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Publicado sexta-feira, 27 de outubro de 2017 as 10:35, por: CdB

A crise dividiu a região e causou profundo ressentimento na Espanha, agora bandeiras nacionais estão dependuradas em muitas sacadas da capital Madri como expressão de unidade

Por Redação, com Reuters – de Madri:

O governo da Espanha se prepara para impor o controle direto sobre a Catalunha nesta sexta-feira como forma de deter sua tentativa de independência, uma medida inédita que pode provocar uma reação raivosa dos separatistas e agravar a pior crise do país em décadas.

Manifestação de separatistas catalães em Barcelona

O Senado, a câmara alta do Parlamento espanhol, se reúne para aprovar o Artigo 155, a lei que permitirá que o governo central assuma o comando da região autônoma.

Em Barcelona, principal cidade da Catalunha, líderes secessionistas estudavam a próxima manobra, que pode incluir uma declaração de independência unilateral, enquanto apoiadores iam às ruas.

– Medidas excepcionais só deveriam ser adotadas quando nenhum outro remédio é possível – disse o primeiro-ministro espanhol, Mariano Rajoy, no Senado. “Na minha opinião, não há alternativa. A única coisa que pode ser feita é aceitar e cumprir a lei.”

A liderança catalã está ignorando a lei e debochando da democracia, afirmou.

– Estamos enfrentando um desafio inédito em nossa história recente – disse Rajoy, que adotou uma postura inflexível contra a campanha independentista da Catalunha.

A crise dividiu a região e causou profundo ressentimento na Espanha, agora bandeiras nacionais estão dependuradas em muitas sacadas da capital Madri como expressão de unidade.

Empresas

Também provocou uma fuga de empresas da rica Catalunha e despertou em outros líderes europeus; o temor de que acabe insuflando sentimentos separatistas em outros pontos do continente.

Uma votação deve ocorrer no Senado. Depois disso Rajoy deve convocar seu gabinete para adotar as primeiras medidas; para governar a Catalunha diretamente. Isto pode implicar em demitir o governo de Barcelona e assumir a supervisão direta das forças policiais catalãs.

Mas como o controle direto funcionará na prática; incluindo a reação de servidores civis e da polícia, ainda é incerto.