FMI desmente Bolsonaro quanto ao desempenho econômico brasileiro

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Publicado terça-feira, 11 de outubro de 2022 as 13:18, por: CdB

O dado é divulgado no cenário em que o atual presidente, Jair Bolsonaro (PL), alardeia em sua campanha pela reeleição que o Brasil foi o país que melhor se recuperou da crise mundial. Dados da instituição monetária mundial, no entanto, desde os governos Dilma Rousseff (PT) e Michel Temer (MDB), entre 2011 e 2018, o Brasil tem crescimento abaixo da média global.

Por Redação, com agências internacionais – de Washington

A economia brasileira tende a permanecer na lanterna do Produto Interno Bruto (PIB) global, neste ano, abaixo até da média latino-americana e da média de países em desenvolvimento, aponta relatório do Fundo Monetário Internacional (FMI) divulgado nesta terça-feira. Enquanto, segundo as projeções do FMI, o Brasil deverá registrar um aumento do PIB na casa dos 2,8% em 2022, o mundo caminha para um crescimento médio de 3,2%.

Bolsonaro, crise
A face brasileira da crise, crise da democracia representativa, crise da política, é pontuada pela eleição do capitão Bolsonaro

O dado é divulgado no cenário em que o atual presidente, Jair Bolsonaro (PL), alardeia em sua campanha pela reeleição que o Brasil foi o país que melhor se recuperou da crise mundial. Dados da instituição monetária mundial, no entanto, desde os governos Dilma Rousseff (PT) e Michel Temer (MDB), entre 2011 e 2018, o Brasil tem crescimento abaixo da média global. O atual relatório do FMI demonstra que a tendência se repetirá na atual gestão.

A América Latina também deve ver suas economias se expandirem acima da média do Brasil, com crescimento de 3,5% ao fim do ano —com aumentos maiores em países como Argentina (4%), Colômbia (7,6%), Bolívia (3,8%) e Uruguai (5,3%).

Patamares

O Brasil faz parte do grupo de mercados emergentes e economias em desenvolvimento, que devem ter também um crescimento médio acima do brasileiro, com 3,7%. A Índia tende a registrar crescimento de 6,8% no PIB, enquanto a China deve ver seu PIB crescer 3,2%. O índice chinês, no entanto, é baixo para os padrões do país pré-pandemia, e esse é um dos motivos que ajudam a explicar uma média global baixa, segundo o FMI.

Na China, tem pesado o enfraquecimento do setor imobiliário, que representa um quinto da atividade econômica do país, e a continuidade das políticas de confinamento para conter o vírus.

Para o ano que vem, a perspectiva do Brasil é ainda pior, com o PIB crescendo apenas 1%, enquanto o mundo deve crescer 2,7% —o que já é considerado baixo pelos patamares do FMI. (Para o Brasil, o Banco Central prevê crescimento do PIB de 2,5% no ano que vem e 2,7% neste ano).

Juros altos

O relatório foi divulgado em meio às reuniões anuais do Fundo Monetário Internacional e do Banco Mundial, que ocorrem durante toda a semana na capital dos Estados Unidos, Washington, com políticos e economistas de todo o mundo. É a primeira vez que as reuniões acontecem de forma completamente presencial desde 2020, com eclosão da pandemia da covid-19.

O FMI aconselha aos os bancos centrais que respondam firmemente à inflação, mas alerta que um aumento de taxas de juro mais alto do que o necessário pode empurrar as economias para uma recessão desnecessariamente severa. A taxa básica de juros no Brasil, hoje em 13,75%, está no patamar mais alto desde dezembro de 2016.

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