Greenwald revela que Moro trama sua prisão, com base na LSN

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Publicado quinta-feira, 25 de julho de 2019 as 16:13, por: CdB

“Impensável em qualquer democracia: o ministro da Justiça, Sergio Moro, está comandando a investigação contra nosso jornalismo, apesar de ser sua corrupção o que temos tornado pública”, afirma Glenn Greenwald.

 

Por Redação – do Rio de Janeiro

 

Editor-chefe da agência norte-americana de notícias Intercept Brasil, o jornalista Glenn Greenwald publicou, em nível global, uma mensagem, em inglês, na qual anuncia que o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, ameaça “transformar o Brasil numa ditadura”. O editor afirmou, ainda, que Moro estaria prestes a ressuscitar a Lei de Segurança Nacional (LSN) com o único motivo de prendê-lo

Glenn Greenwald, editor da agência norte-americana de notícias Intercept Brasil, sofre pressões e ameaças após denunciar o ex-juiz Sérgio Moro
Glenn Greenwald, editor da agência norte-americana de notícias Intercept Brasil, sofre pressões e ameaças após denunciar o ex-juiz Sérgio Moro

Na mensagem, publicada às 13h44, o editor da Intercept escreveu (em tradução livre):

“Impensável em qualquer democracia: o ministro da Justiça, Sergio Moro, está comandando a investigação contra nosso jornalismo, apesar de ser sua corrupção o que temos tornado pública. Ele está ameaçando utilizar uma lei da época da ditadura, a Lei de Segurança Nacional, para prender-me por fazer jornalismo”.

Hackers

O texto referia-se a reportagem da versão internacional do diário conservador paulistano Folha de S.Paulo sobre a tentativa de Moro de vincular os supostos hackers presos pela Polícia Federal (PF) aos vazamentos que denunciam um possível conluio entre Moro e procuradores da Operação Lava Jato para influenciar no resultado das eleições presidenciais brasileiras, em 2018.

Na manhã desta quinta-feira, o Ministério da Justiça divulgou nota segundo a qual os chamados “hackers de Araraquara” teriam atacado celulares usados por Jair Bolsonaro. A estratégia de Moro seria transformar o escândalo que o desmoralizou e à Lava Jato num caso de “segurança nacional”. Assim, poderia justificar medidas repressivas contra a Intercept, o jornalista Glenn Greenwald e atacar a liberdade de imprensa no país.

Em nota, Moro usou a expressão “segurança nacional” duas vezes em apenas quatro linhas. Se agora Moro alega “segurança nacional”,  em 2016  grampeou ilegalmente uma presidente da República, Dilma Rousseff, para criar as condições para o golpe de Estado.

Leia, adiante, a nota de Moro:

“O Ministério da Justiça e Segurança Pública foi, por questão de segurança nacional, informado pela Polícia Federal de que aparelhos celulares utilizados pelo Presidente da República, Jair Bolsonaro, foram alvos de ataques pelo grupo de hackers preso na última terça feira. Por questão de segurança nacional, o fato foi devidamente comunicado ao Presidente da República”.

Jair Bolsonaro aderiu à onda e também foi ao Twitter, para dizer que a suposta invasão representa um “atentado contra o Brasil”, embora existam indícios de que os “hackers” tenham sido fabricados pelo governo.

“Por questão de segurança nacional, fui informado pela Polícia Federal e @JusticaGovBR de que meus celulares foram invadidos pela quadrilha presa na terça, 23. Um tentado grave contra o Brasil e suas instituições. Que sejam duramente punidos! O Brasil não é mais terra sem lei”, escreveu o chefe do Planalto no Twitter.

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