Indicadores atestam rápido declínio da economia e indústria sofre os efeitos

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Publicado quarta-feira, 15 de abril de 2020 as 16:12, por: CdB

Dois oito índices que compõem o indicador, seis contribuíram para sua queda, com destaque para Índice de Expectativas do setor de Serviços, que recuou 18,3%, e pelo Índice Bovespa, que caiu 29,9%. O Indicador Coincidente Composto da Economia Brasileira, que mede as condições atuais, caiu 0,2% de fevereiro para março e chegou a 105 pontos.

Por Redação – de São Paulo

Os dois indicadores compostos da Fundação Getulio Vargas (FGV), que buscam dimensionar a situação da economia brasileira com base em oito índices, tiveram queda na passagem de fevereiro para março. O Indicador Antecedente Composto da Economia Brasileira, que busca antecipar tendências, caiu 4,7% para 114,5 pontos (em uma escala de 0 a 200 pontos), o maior recuo desde novembro de 2008.

Para analistas, haverá uma queda de 0,29% na produção industrial no ano, ante previsão de alta 0,08% na semana anterior
Para analistas, haverá uma queda ainda mais acentuada na produção industrial no ano, ante previsão de alta no primeiro trimestre

Dois oito índices que compõem o indicador, seis contribuíram para sua queda, com destaque para Índice de Expectativas do setor de Serviços, que recuou 18,3%, e pelo Índice Bovespa, que caiu 29,9%.

O Indicador Coincidente Composto da Economia Brasileira, que mede as condições atuais, caiu 0,2% de fevereiro para março e chegou a 105 pontos.

Indústria

Os oito componentes do Indicador Antecedente Composto da Economia Brasileira são: taxa referencial de swaps DI pré-fixada – 360 dias (do Banco Central), Ibovespa – Fechamento do mês, Índice de produção física de bens de consumo duráveis do IBGE e os índices de Termos de troca e de quantum de exportações (da Funcex), além dos índices de expectativas da indústria, serviços e consumidor (os três da FGV).

O Indicador de Consumo Aparente de Bens Industriais caiu 1% em fevereiro deste ano, na comparação com janeiro, na série com ajuste sazonal. O dado mede a produção industrial interna não exportada, acrescida das importações, e foi divulgado nesta quarta-feira pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

Na comparação anual, com fevereiro de 2019, o Indicador subiu 1,2%. Em janeiro o indicador tinha registrado alta de 11,1% e fechou o trimestre móvel encerrado em fevereiro com recuo de 3,4%. O acumulado de 12 meses fechou com ligeira queda no consumo aparente, de -0,1%, e a produção industrial, medida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), acumulou baixa de 1,2%.

Transformação

Segundo o Ipea, entre os componentes do consumo aparente, houve retração de 1,4% na demanda interna por bens industriais nacionais e avanço de 0,2% nas importações. Fevereiro registrou alta de 6,2% no consumo aparente de bens de capital e de 1,1% nos bens de consumo duráveis, enquanto os bens intermediários tiveram queda de 1%.

Por classes de produção, houve leve alta de 0,4% na demanda interna por bens da indústria de transformação. A indústria extrativa mineral recuou 12,1%, depois do avanço de 28,3% registrado em janeiro. Dos 22 segmentos da indústria de transformação, dez subiram no período, com destaque para máquinas e equipamentos, que cresceu 9,8% em fevereiro.

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