Lucas Chumbo e Justine Dupont surfam as ondas mais altas em Nazaré, neste domingo

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Publicado domingo, 28 de março de 2021 as 17:49, por: CdB

Até agora, o recorde na história das ondas gigantescas surfadas pertence a Rodrigo Koxa: 24,4m. A onda do brasileiro também foi surfada em Portugal, em 2017. Mas durante uma condição histórica do mar, na costa do Atlântico Norte, em outubro do ano passado, alguns surfistas podem ter superado essa marca.

Por Redação, com agências internacionais – de Nazaré, Portugal

Os surfistas brasileiros Ian Cosenza e Lucas Chumbo brilharam na terceira edição do Gigantes de Nazaré, uma edição da TV brasileira dos melhores momentos nas ondas de Nazaré, no litoral ao norte de Lisboa. A dupla carioca foi a única que conseguiu superar a marca dos 18m de altura no desafio que encerrou o domingo. Ao final do dia, os 13 maiores surfistas de ondas grandes do mundo estavam reunidos, em Portugal.

O surfista carioca Ian Cosenza, em dupla com Lucas Chumbo, surfou a maior onda do dia em Nazaré, acima dos 18 metros

Entre as mulheres, a francesa Justine Dupont foi a que mais se aproximou dos brasileiros, conseguindo uma “bomba” estimada em 17,14m. Segundo as medições do oceanógrafo físico da UFRJ Douglas Nemes realizadas para o programa Esporte Espetacular, da Rede Globo, Ian surfou uma onda estimada em 18,81m, enquanto Chumbo pegou a segunda maior: 18,04m.

Respeitando todos os protocolos de segurança por conta da pandemia do Covid-19, o Gigantes de Nazaré contou com a presença de três mulheres: as brasileiras Michelle Des Bouillons e Michaela Fregonese, além de Justine Dupont. Entre as duplas masculinas estavam João de Macedo(PRT)/Antonio Silva(PRT), Tony Laureano (PRT)/Tito Ortega (ESP), Nuno do Violino (PRT)/Pedro Calado (BRA), Andrew Cotton (ING)/Eric Rebiere (BRA) e Ian Cosenza (BRA)/Lucas Chumbo (BRA).

Cálculo

Até agora, o recorde na história das ondas gigantescas surfadas pertence a Rodrigo Koxa: 24,4m. A onda do brasileiro também foi surfada em Portugal, em 2017. Mas durante uma condição histórica do mar, na costa do Atlântico Norte, em outubro do ano passado, alguns surfistas podem ter superado essa marca. E Chumbo está entre eles. O saquaremense aguarda as medições oficiais da Liga Mundial de Surfe (WSL), que deve divulgar o resultado ainda no primeiro semestre desse ano.

— Isso aí é uma incógnita, isso aí fica na mão do juiz, na mão das medições. A minha expectativa é muito boa né. Só que meu mestre me ensinou que é mais fácil a gente ter o objetivo alto e a expectativa baixa. Trabalho constante para não ter que ficar triste lá na frente. Então, com certeza, assim eu sei que para mim ela foi a maior onda da minha vida. Que aquela onda foi a maior onda que eu já peguei fato. Se vier o recorde, eu vou ficar amarradão — disse Chumbo.

Com paredões que podem alcançar 30m e que quebram a uma distância de mais de 400m da areia, a forma usada hoje para se medir uma onda baseia-se em vídeos e fotografias. E a principal referência utilizada para medir uma onda é o tamanho do próprio surfista. Um dos especialistas em medição de ondas do Brasil, o oceanógrafo físico Douglas Nemes explicou a técnica e os desafios para se medir as maiores ondas do mundo.

— A gente tem que medir essa onda na zona de arrebentação. É um lugar com uma hidrodinâmica extremamente grande. Que sensor que vai ficar ali paradinho? Que boia que vai ficar ali paradinha? Por enquanto, a melhor solução é usar cálculos matemáticos em cima das imagens registradas — resumiu o físico e oceanógrafo Douglas Nemes, para o programa.