O impacto da pandemia no e-commerce: setores como hobbies e livrarias tiveram aumento de 110%

Arquivado em: Comércio, Serviços
Publicado sexta-feira, 16 de julho de 2021 as 23:03, por: CdB

Mastercard realiza pesquisa e destaca os setores do e-commerce com maior crescimento, confira!

O mundo vem de uma crise econômica, desde o ano de 2018. E essa só se agravou com o novo coronavírus, que se tornou uma pandemia em 2020.

E segundo os economistas mais otimistas, essa vai se arrastar, ainda, por todo o 2021.

No entanto, como toda crise, essa afeta pessoas e empresas de maneira bastante distinta. O telefone Mercado Livre, por exemplo, não para de tocar.

O Impacto da Pandemia no E-commerce
(Mercado Livre/Divulgação)

De fato, o e-commerce foi uma das áreas que mais cresceram durante esse período de pandemia.

E mesmo depois que a crise for resolvida, esse crescimento parece ser um caminho sem volta.

E é sobre isso que falaremos nesse texto. Aqui, mostraremos quais foram os setores que mais cresceram nessa pandemia. Especialmente, o setor de e-commerce.

Também, prestaremos uma atenção especial ao Mercado Livre. Essa empresa brasileira que se tornou uma das maiores do mundo nos últimos tempos. Fique com a gente e boa leitura.

Pandemia e e-commerce

Não é de hoje que o e-commerce vem se tornando o cerne do comércio varejista. Porém, toda a mudança que a pandemia trouxe nos últimos tempos, acelerou esse processo de uma forma jamais imaginada.

O crescimento é sentido. Um estudo conduzido pela Mastercard SpendingPulse, um dos principais indicadores do varejo incluiu pagamentos de todos os tipos, em uma enorme população de mercados globais.

Aqui, o e-commerce do Brasil aparece em uma posição de destaque. O crescimento, geral, do setor, foi de 75%, no ano de 2020. Mas algumas empresas ficaram bem acima dessa média.

Por que cresceu tanto?

O principal fator para esse crescimento todo se deve ao isolamento social. Com a limitação (mesmo que não seja tanto assim, em alguns casos) do trânsito de pessoas, essas tiveram que solicitar que os produtos sejam entregues em casa.

Além disso, o comércio tradicional teve de mudar a sua forma de trabalhar. Alguns, estão fazendo, apenas entregas. Outros, infelizmente, fecharam as portas. E outros, ainda, se voltaram, totalmente, para o comércio digital.

Esse aumento se deu, mais expressivamente, no segundo trimestre, com 48%. No primeiro trimestre foi de, apenas, 14%.

Quais são 0s setores que mais registraram alta?

O mesmo estudo mostrou, também, quais os setores que mais cresceram. Hobbies e livrarias registraram 110% de crescimento. E drogarias 88,7%. Ambos os setores ligados, diretamente, ao isolamento e seus novos hábitos de consumo.

O setor de hobbies cresceu por conta de que muitos descobriram novos talentos durante o isolamento. E muitos redescobriram a leitura. A Estante Virtual cresceu, por exemplo, 50%.

O setor de drogarias cresceu por conta da compra de preventivos como máscara, luvas e álcool em gel. Além de remédios paliativos para sintomas como febre, por exemplo.

Crescimento recente do e-commerce

A maior parte das pessoas já comprava, online, antes da pandemia. Algumas vezes se mostrava como alternativa barata e com maior variedade. No entanto, a necessidade de testar o produto e sair com ele da loja ainda era bastante grande.

Até 2019, outro estudo mostrava que entre os 26% dos brasileiros que preferiam comprar em lojas físicas, a confiança era um fator determinante. Seja para disponibilizar os dados do cartão ou para confiar que o produto seria, de fato, entregue.

Mas isso mudou em 2020. Muitos que nunca tinham feito uma compra online, o fizeram. E muitos admitem que preferem essa modalidade. Segundo estudo da Rakuten Advertising, essa proporção chega 86%. E a tendência é continuar crescendo.

E o varejo físico?

Infelizmente, enquanto alguns setores se beneficiam, outros sofrem com a pandemia e o isolamento social. Um deles é, sem dúvidas, o varejo físico. No mesmo período relatado acima, ocorreu uma queda de 3%.

Alguns setores ainda conseguiram se segurar nesse período. São eles os de automóveis, móveis, materiais de construção e restaurantes.

Segundo outro estudo (esse realizado pelo Índice Cielo de Varejo Ampliado) mostra que, até, a Black Friday sofreu com a crise. Foi uma queda de 25%. Por outro lado, o comércio online cresceu 21%.

O caso do Mercado Livre

Uma das empresas que mais cresceu nesse período foi o Mercado Livre. A empresa brasileira sempre foi uma das líderes do mercado varejista.

Mas, essa intensificação das vendas online consolidou essa posição. Aliás, esse crescimento foi, até mesmo, muito superior à média do crescimento do setor.

A empresa é registrada na Nasdaq desde 2007. No inicio da pandemia, seu valor de mercado era de US$ 27 bilhões. No entanto, ela fechou o ano de 2020 com um valor de US$ 77 bilhões. Ou seja, 185% de alta.

Ele ultrapassou todos os grandes bancos brasileiros. E a Petrobras. Em certo momento, ultrapassou a Vale e ocupou, por um curto intervalo o posto de mais valiosa da América Latina.

Desde muito tempo, o Mercado Livre é tido como uma das empresas que batem de frente com as gigantes Alibaba e Amazon. E se prepara para ingressar no ramo de entrega de alimentos frescos e delivery de restaurantes.

Buscando consolidar sua posição na América Latina, a empresa tem, desde muito tempo, sua sede na Argentina. E tem crescido não só em valor de mercado. A quantidade de usuários dobrou, chegando a 112,5 milhões. E o volume de vendas cresceu 42%.

Esses números não passaram despercebidos aos investidores. Tanto que os valores das ações do Mercado Livre passaram de US$ 550 para US$ 1,7 mil.

Leia também: Mercado Livre inaugura centros logísticos e dobra capacidade no Brasil

E qual é o futuro do Mercado Livre?

Segundo um de seus fundadores, o isolamento social adiantou, em dois anos, o ciclo de crescimento da empresa. Mesmo com as projeções mais agressivas.

Mesmo assim, ainda existe bastante espaço para crescimento. Isso pois a participação das vendas onlines, em relação ao total do varejo dobrou. Mas, ainda, é metade do que é em muitos outros mercados.

E, para impulsionar esse crescimento, o Mercado Livre tem investido, pesadamente, em logística. Isso para garantir a entrega no mesmo dia, para uma variedade, maior, de produtos.

Foram 5 novos centros de distribuição no Brasil. Isso para ingressar no mercado de produtos perecíveis, como citamos acima. Produtos de limpeza e alimentos secos, no entanto, já são entregues.

Mercado Pago

O crescimento da empresa também trouxe a reboque outro negócio do grupo. Trata-se do Mercado Pago, sua fintech, que teve sete milhões de novas contas abertas.

Parte disso se deve ao auxílio emergencial, aprovado na Câmara do Deputados, para diminuir os efeitos da pandemia. Essas contas atendem, sobretudo, a população que não é usuária de bancos tradicionais.

Esse crescimento foi notado, inclusive, pelo gigante bancário Goldman Sachs. Segundo a instituição estadunidense o Mercado Livre se apresenta como uma das principais empresas de comércio eletrônico da América Latina.

Segundo a análise o Merca Livre não está, apenas, mudando os hábitos de consumo de seus compradores, nesse momento de pandemia. Mas, também, investindo em diversas áreas como logística, experiência do usuário e serviços financeiros.

Nada mal para uma empresa que nasceu quase que como uma provocação. Isso pois, em 1999, quando seus fundadores estavam em Stanford, seus colegas de sala afirmaram que uma empresa nos moldes do eBay jamais teria sucesso na América Latina.

O Mercado Livre, de fato, nasceu na Argentina. Mas foi quando chegou ao Brasil que o negócio decolou. E onde mais da metade das vendas está concentrada atualmente.

E, após mais de 20 anos de história e três aquisições de concorrentes, o Mercado Livre, voltou a crescer organicamente. E tomar o seu lugar como referência em nosso continente.

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