PF prende ex-diretor de empresa rodoviária de SP

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Publicado sexta-feira, 6 de abril de 2018 as 11:00, por: CdB

O MPF acusa o ex-diretor e outras quatro pessoas de desviar entre 2009 e 2011 o equivalente a R$ 7,7 milhões, em valores da época, na forma de dinheiro em espécie e de imóveis

Por Redação, com Reuters e ABr – de São Paulo/Salvador:

A Polícia Federal prendeu preventivamente nesta sexta-feira Paulo Vieira de Souza, ex-diretor da Dersa durante governos do PSDB em São Paulo, para garantir a instrução criminal após ser aceita denúncia contra ele por desvios de recursos em obras públicas, informou o Ministério Público Federal (MPF).

Ex-diretor de empresa rodoviária de SP em governos tucanos é preso pela PF

O ex-diretor estatal de desenvolvimento rodoviário de São Paulo, conhecido como Paulo Preto; foi denunciado pela força-tarefa da Lava Jato em São Paulo pelos crimes de formação de quadrilha; peculato e inserção de dados falsos em sistema público de informação. A denúncia foi aceita pela Justiça.

– Os mandados foram cumpridos nesta manhã pela Polícia Federal – informou o MPF em São Paulo; acrescentando que também foram cumpridos mandados de busca e apreensão na casa do ex-diretor.

O MPF

O MPF acusa o ex-diretor e outras quatro pessoas de desviar entre 2009 e 2011 o equivalente a R$ 7,7 milhões; em valores da época, na forma de dinheiro em espécie e de imóveis.

O montante seria destinado ao reassentamento de pessoas desalojadas pela Dersa para a realização das obras do trecho sul do Rodoanel; o prolongamento da avenida Jacu Pêssego e a Nova Marginal Tietê; na região metropolitana de São Paulo.

A defesa de Paulo Preto não foi imediatamente encontrada para comentários.

Corrupção em cartório de imóveis na Bahia

A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta terça-feira a Operação Factum, com o objetivo de investigar práticas criminosas envolvendo o Cartório do 1º Ofício de Registro de Imóveis e Hipotecas de Vitória da Conquista, na Bahia. De acordo com a PF; investigações prévias feitas em 2016 já comprovaram a prática de irregularidades como falsidade ideológica, uso de documentos falsos, tráfico de influência; além de cobranças de “taxa de agilização” pelo titular do cartório, para a realização de atos cartorários.

Por meio de nota a PF informou que 57 policiais federais cumprem quatro mandados de prisão; sendo uma preventiva e três temporárias; oito mandados de busca e apreensão; além de medidas cautelares diversas, nas cidades de Vitória da Conquista e Salvador.

Nas investigações feitas em 2016 a PF já havia constatado que o titular do cartório não vinha cumprindo decisões emitidas pelas Justiça Federal e do Trabalho; após denúncias anteriores. Diante disso; o Superior Tribunal de Justiça fixou a competência da Justiça Federal para o processamento do inquérito policial e das medidas cautelares correlatas.

Foram feitas então diligências que comprovaram a cobrança de taxas de agilização pelo titular do cartório para a prestação de serviços cartorários; tanto de particulares e como também de corretores de imóveis e despachantes. Segundo a PF, essa prática ocorra há pelo menos 15 anos.

Além disso, o titular do cartório empregava suas filhas e outras pessoas de sua confiança; sem que tivessem qualquer vínculo formal com o Tribunal de Justiça da Bahia; com o objetivo de controlar o funcionamento do cartório de acordo com os seus interesses.

Investigações

Segundo a nota, no decorrer das investigações constatou-se também a “prática de outros crimes não relacionados diretamente ao funcionamento do Cartório”, tais como falsidade ideológica, uso de documento falso para a promoção (e consequente aumento salarial) no cargo de professor na Secretaria de Educação do Estado da Bahia, tráfico de influência para a retirada de multas de trânsito e concessão de licença-prêmio.

O titular do Cartório foi indiciado pela prática dos crimes de corrupção passiva, associação criminosa, tráfico de influência, falsidade ideológica e uso de documento falso. Há também outros investigados que serão indiciados por corrupção passiva, associação criminosa e corrupção ativa.

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