Polícia apreende 88 quilos de cocaína que iriam para o Complexo do Alemão

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Publicado sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018 as 12:32, por: CdB

Segundo as informações da PRF, dois homens foram presos em flagrante por tráfico de entorpecentes, quando passavam pelo município de Petrópolis

Por Redação, com ABr – do Rio de Janeiro:

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) divulgou nota na manhã desta sexta-feira informando a apreensão, durante a madrugada, de mais de 80 quilos de cocaína que iriam para o Complexo do Alemão. A apreensão ocorreu durante uma blitz na rodovia Washington Luiz (BR-040).

PRF apreende 88 quilos de cocaína que iriam para o Complexo do Alemão

Segundo as informações da PRF, dois homens foram presos em flagrante por tráfico de entorpecentes, quando passavam pelo município de Petrópolis, na Região Serrana do Estado. O carro era conduzido por um rapaz de 18 anos quando foi abordado pelos agentes da Polícia Rodoviária Federal.

Logo em seguida, os agentes também pararam uma caminhonete, que seguia viagem junto. O motorista da caminhonete, de 31 anos, apresentou-se como agente penitenciário em Goiás. Entretanto, os policiais verificaram que ele não exercia mais a função. Como estavam muito nervosos, os policiais fizeram uma revista mais detalhada no veículo, que resultou na localização da droga.

– Diversos tabletes foram encontrados num fundo falso na caçamba da caminhonete. No total, havia 88 quilos de cocaína, cujo destino seria o Complexo do Alemão – diz a nota da PRF. Os suspeitos acabaram confessando que trouxeram a droga de Belo Horizonte para entregar na Fazendinha, em Inhaúma, na zona norte do Rio.

O caso foi registrado na 105ª DP (Petrópolis) e os dois homens foram indiciados por tráfico de entorpecentes. A pena varia de 5 a 15 anos de reclusão. A ação faz parte da operação Égide, que reforça o policiamento nas rodovias federais do Estado.

Presos por tráfico no aeroporto

O Ministério Público Federal (MPF) pediu ao Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2) a manutenção das prisões preventivas de cinco investigados na Operação Rush por tráfico internacional de entorpecentes e organização criminosa no Aeroporto Internacional Tom Jobim/Galeão, no Rio de Janeiro.

Além de tráfico, a operação desarticulou outros dois esquemas que existiam no Galeão: um de descaminho (entrada de produtos no país sem recolher tributos) e outro de furto de bebidas alcoólicas que deveriam ser servidas pelas companhias aéreas. As prisões foram efetuadas pela Polícia Federal no dia 19 de dezembro do ano passado.

Os presos

Os presos trabalhavam em uma empresa prestadora de serviços de logística nos embarques e desembarques; e tinham livre acesso à pista de pouso e aeronaves. As investigações apontam que eles eram responsáveis por embarcar bagagens com cocaína nos voos internacionais. Cabia também ao grupo recrutar outros funcionários para atuar no esquema. Eles estão com a prisão preventiva decretada pela 1a Vara Federal Criminal do Rio.

MPF

O MPF defende que as prisões sejam mantidas em razão do potencial dano à sociedade causado pela conduta dos acusados e pela necessidade de cessar a atividade criminosa da organização.

De acordo com o procurador Regional da República, Blal Yassine Dallou, “os crimes investigados são graves e há fortes indícios de que os pacientes integrem, com papéis relevantes, a organização criminosa instituída para praticar atos no aeroporto”. Por isso, de acordo com ele, não se trata de delito eventual, “já que a associação criminosa é formada para praticar crimes diversos e se caracteriza pelo alto grau de organização e planejamento”.

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