Preços dos alimentos disparam, enquanto a economia desfalece

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Publicado quarta-feira, 23 de setembro de 2020 as 17:21, por: CdB

Ainda na pesquisa, outros grupos de despesas com inflação foram transportes (0,83%), com alta puxada pelo preço da gasolina (3,19%); artigos de residência (0,79%); habitação (0,34%); despesas pessoais (0,09%); e comunicação (0,15%). Na outra ponta, houve quedas de preços em grupos de despesas a exemplo de vestuário (-0,27%), saúde e cuidados pessoais (-0,69%) e educação (-0,11%).

Por Redação – do Rio de Janeiro

Com alta recorde no desemprego e um aumento na inatividade de todos os setores da economia, ainda assim os preços dos alimentos, principalmente, levaram o  Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) a subir 0,45% em setembro, maior taxa para o mês desde 2012. Foi quase o dobro do mês anterior (0,22%) e bem acima de setembro de 2019 (0,09%).

O preço dos alimentos recebeu o maior impacto, nos últimos meses, em face da pandemia
O preço dos alimentos recebeu o maior impacto, nos últimos meses, em face da pandemia

Com os resultados divulgados nesta quarta-feira, pelo IBGE, a “prévia” da inflação oficial acumula 1,35% no ano e 2,65% em 12 meses. Segundo o instituto, o grupo Alimentação e Bebidas, com alta de 1,48%, foi responsável por 0,30 ponto percentual, ou dois terços do resultado deste mês.

Os alimentos para consumo no domicílio passaram de 0,61%, em agosto, para 1,96%. Apenas as carnes tiveram aumento de 3,42% (0,09 ponto).

Confiança

Outros grupos de despesas com inflação foram transportes (0,83%), alta puxada pelo preço da gasolina (3,19%); artigos de residência (0,79%); habitação (0,34%); despesas pessoais (0,09%); e comunicação (0,15%). Na outra ponta, houve quedas de preços nos grupos de despesas vestuário (-0,27%), saúde e cuidados pessoais (-0,69%) e educação (-0,11%).

Ainda assim, a confiança do consumidor brasileiro apresentou recuperação pelo quinto mês consecutivo, em setembro, mantendo sua trajetória de crescimento gradual. O patamar, no entanto, ainda é inferior aos níveis pré-pandemia, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta quarta-feira.

O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) subiu 3,2 pontos em setembro, a 83,4 pontos, ainda em nível inferior aos 87,8 pontos registrados em fevereiro antes do impacto da Covid-19 na economia brasileira.

Sondagens

Segundo a FGV, tanto a satisfação dos consumidores em relação à situação atual quanto as expectativas para os próximos meses melhoraram, uma vez que o Índice de Situação Atual (ISA) subiu 1,1 ponto, para 72,6 pontos, e o Índice de Expectativas (IE) avançou 4,4 pontos, para 91,5.

No entanto, apesar da melhora geral nos indicadores da confiança do consumidor, “chamam atenção as expectativas ainda pessimistas dos consumidores de baixa renda com relação à situação financeira familiar nos próximos meses”, disse em nota Viviane Seda Bittencourt, coordenadora das sondagens.

Segundo ela, isso está possivelmente relacionado à proximidade do fim dos pagamentos dos benefícios emergenciais do governo, um fator de incerteza e de preocupação para essa faixa social.

— Sem uma recuperação do mercado de trabalho mais expressiva, é possível que a confiança ainda continue avançando de forma lenta e heterogênea — resumiu Bittencourt.

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