Queiroz continua sumido e Bolsonaro também desaparece das redes sociais

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Publicado segunda-feira, 17 de dezembro de 2018 as 16:20, por: CdB

Queiroz foi apontado como suspeito de corrupção após movimentar cerca de R$ 1,2 milhão em suas contas bancárias, segundo relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). Flávio Bolsonaro segue em silêncio no Twitter, rede social que usa com frequência, desde o dia 8 de dezembro.

 

Por Redação – do Rio de Janeiro

 

Ex-assessor do deputado, hoje senador eleito, Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), o militar da reserva Fabrício Queiroz segue em local incerto e longe dos holofotes da mídia, que procura por ele há mais de uma semana, sem sucesso. Na linha de Queiroz, o filho mais velho do presidente eleito, Jair Bolsonaro, tem evitado encontros com repórteres, para não retornar ao assunto de um possível crime, cometido por alguém tão próximo da família que defende o fim da corrupção, no Brasil.

Queiroz, ao lado do deputado estadual Flávio Bolsonaro (PSL), é alvo de investigação policial
Queiroz, ao lado do deputado estadual Flávio Bolsonaro (PSL), é alvo de investigação policial

Queiroz foi apontado como suspeito de corrupção após movimentar cerca de R$ 1,2 milhão em suas contas bancárias, segundo relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). Flávio Bolsonaro segue em silêncio no Twitter, rede social que usa com frequência, desde o dia 8 de dezembro.

Nos últimos dias, novas evidências de irregularidades no gabinete de Flávio Bolsonaro, na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) tornam o quadro ainda mais grave para o futuro senador. O dublê de motorista, segurança e mensageiro da família Bolsonaro movimentou somas mais relevantes nos mesmos dias do pagamento de pessoal, na Alerj.

No Twitter, Flávio deixou uma última mensagem, há mais de uma semana: “Continuo com minha consciência tranquila, pois nada fiz de errado. Não sou investigado. Agora, cabe ao meu ex-assessor prestar os esclarecimentos que se fizerem necessários ao Ministério Público”.

Na realidade, ninguém ainda explicou, de fato, a razão para que a pequena fortuna, que mudou de mão em pouco mais de um ano, fosse transferida para mãos ainda não identificadas. Não seriam as de Fabrício Queiroz, que registra um patrimônio absolutamente compatível com a renda de um funcionário de terceiro escalão do Serviço Público.

Cartórios

A família Queiroz é proprietária de dois apartamentos, na Zona Oeste do Rio, ambos com o registro em comunhão de bens com a mulher, Marcia de Oliveira de Aguiar, e as duas filhas, Evelyn e Nathalia Melo de Queiroz. Uma busca nos registros de cartórios, dos últimos 20 anos, permitiu a localização de dois apartamentos: um na Praça Seca e outro, ainda em construção, na Taquara.

Os dois apartamentos estão registrados em nome do ex-assessor, que teve uma movimentação atípica de R$ 1,2 milhão em contas bancárias, segundo os autos da Operação Furna da Onça, da Polícia Federal. Entre janeiro de 2016 e o mesmo mês de 2017, a conta recebeu R$ 605.552 — sendo R$ 84,1 mil da filha Nathalia Melo de Queiroz e R$ 18,8 mil da mulher, Márcia.

O primeiro imóvel foi comprado em 1999. O apartamento fica em condomínio na Praça Seca, na Zona Oeste do Rio, e tem 65 metros quadrados, com um sala, dois quartos, banheiro e cozinha. O imóvel é avaliado em pouco mais de R$ 200 mil.

O segundo apartamento — ainda na planta — fica na Taquara e foi comprado no dia 3 de julho de 2018. Os imóveis em construção estão na faixa de R$ 280 mil.

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