Violência contra indígenas no Norte do Brasil deixa mais mortos e feridos

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Publicado domingo, 8 de dezembro de 2019 as 14:41, por: CdB

O governo federal avalia o envio de tropas ao Estado, embora o pedido não tenha sido formalizado pelo governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), que reforçou a presença policial na região.

 

Por Redação, com Reuters – de São Luís

 

Os corpos dos dois indígenas membros da tribo Guajajara, do nordeste do Brasil, mortos a tiros no sábado, ainda não foram liberados para que as famílias realizem os funerais. Outros dois feridos permaneciam internados, neste domingo. O governo federal avalia o envio de tropas ao Estado, embora o pedido não tenha sido formalizado pelo governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), que reforçou a presença policial na região.

O corpo do cacique Firmino Prexede Guajajara, de 45 anos, da aldeia Silvino, foi deixado no local do crime
O corpo do cacique Firmino Prexede Guajajara, de 45 anos, da aldeia Silvino, foi deixado no local do crime

Os atentados ocorreram não muito longe de onde um importante membro da tribo que defendia a floresta amazônica também foi morto no mês passado, disseram as autoridades.

Guajajara

Indígenas no Brasil têm se deparado com uma escalada na violência no decorrer da presidência de Jair Bolsonaro, que prometeu reduzir direitos das tribos e encorajar a exploração comercial de terras protegidas. Os índios enfrentam situações violentas especialmente por parte de madeireiros ilegais e mineradores.

Magno Guajajara, porta-voz da tribo, disse não saber por que os dois homens haviam sido mortos. Ele os identificou como Firmino Guajajara e Raimundo Guajajara.

Guardião

Os homens estavam em uma estrada, voltando de uma reunião, quando os tiros partiram de um carro em movimento, disse.

— Estavam atirando contra todo mundo — disse, por telefone, aos jornalistas da agência inglesa de notícias Reuters.

Autoridades afirmam que estão investigando o caso, mas não disseram se alguém foi detido. O incidente ocorreu na reserva indígena Cana Brava, que abrange 137.000 hectares (338.530 acres) no estado do Maranhão e possui 4.500 habitantes, segundo registros do governo.

No mês passado, Paulo Paulino Guajajara, o “guardião da floresta”, foi morto a tiros em um confronto com madeireiros ilegais em uma reserva próxima.

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