Desembargador do TJRJ rejeitou pedido da defesa para suspender julgamento marcado para 25 de maio.
Por Redação, com Agenda do Poder – do Rio de Janeiro
A Justiça do Rio de Janeiro negou o pedido da defesa de Jairo Souza Santos Júnior, o Jairinho, para adiar novamente o julgamento do caso Henry Borel. O ex-vereador é acusado pela morte do menino de 4 anos ao lado da ex-mulher, Monique Medeiros.

A decisão foi tomada pela 7ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) e assinada pelo desembargador Joaquim Domingos de Almeida Neto, informa o portal G1. O magistrado rejeitou o pedido de liminar que buscava suspender o júri popular marcado para o próximo dia 25 de maio.
Segundo a defesa de Jairinho, os advogados não tiveram acesso ao conteúdo de um disco rígido retirado de um notebook apreendido durante as investigações. A alegação era de que a análise do material seria fundamental para garantir o direito de defesa no processo.
No entanto, o desembargador entendeu que o dispositivo sofreu dano irreparável, inviabilizando qualquer perícia complementar. Na decisão, o magistrado também destacou que a fase de produção de provas já foi encerrada e que não haveria justificativa legal para interromper o andamento do julgamento.
Tentativa anterior
O caso já havia sofrido um adiamento em março deste ano. Na ocasião, os advogados de Jairinho deixaram o plenário durante a sessão do Tribunal do Júri, movimento interpretado como uma tentativa de provocar a suspensão do julgamento. Após o episódio, a sessão acabou remarcada.
A morte de Henry Borel teve grande repercussão nacional desde 2021. O menino morreu após dar entrada em um hospital da Zona Oeste do Rio com múltiplas lesões pelo corpo. O Ministério Público sustenta que Henry foi vítima de agressões dentro do apartamento onde vivia com a mãe e Jairinho.
Monique Medeiros também responde ao processo. Ela chegou a ser presa durante as investigações e, posteriormente, obteve liberdade para responder em liberdade enquanto aguarda o julgamento.
Com a negativa do TJRJ, a expectativa é que o júri seja mantido na data prevista. A defesa ainda pode recorrer da decisão em instâncias superiores, mas o entendimento da Corte fluminense reforça a tentativa de evitar novos atrasos em um dos casos criminais de maior repercussão do país nos últimos anos.