Rio de Janeiro, 03 de Fevereiro de 2026

Congresso e STF voltam das férias e Fachin ressalta código de conduta

Durante a abertura do ano judiciário, o ministro Fachin ressaltou a importância do código de ética para magistrados e a integridade das instituições.

Segunda, 02 de Fevereiro de 2026 às 20:21, por: CdB

No discurso durante a abertura do ano judiciário, no STF, Fachin também disse que a ministra Cármen Lúcia será a relatora do polêmico projeto que instaura o código de ética para magistrados.

Por Redação – de Brasília

Presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Luiz Edson Fachin afirmou, nesta segunda-feira, que cada integrante do colegiado deve responder pelos próprios atos; pregou clareza de limites e respeito a críticas republicanas e se posicionou pela autocorreção, após ressaltar o desafio de manter a integridade das instituições. O Congresso também retornou das férias, nesta segunda-feira, e retomou os trabalhos na Câmara e Senado.

Congresso e STF voltam das férias e Fachin ressalta código de conduta | Tradicionalmente, os presidentes da Câmara, deputado Hugo Motta (PP-AL), e do Congresso, senador Davi Alcolumbre (UB-AP), passam em revista às tropas
Tradicionalmente, os presidentes da Câmara, deputado Hugo Motta (PP-AL), e do Congresso, senador Davi Alcolumbre (UB-AP), passam em revista às tropas

No discurso durante a abertura do ano judiciário, no STF, Fachin também disse que a ministra Cármen Lúcia será a relatora do polêmico projeto que instaura o código de ética para magistrados.

— A questão é a de saber se já chegou a hora de o Tribunal sinalizar, por seus próprios atos, que o momento é outro. Minha convicção é que esse momento chegou. A fase agora é da retomada plena da construção institucional de longo prazo — disse.

 

Cerimônia

A solenidade ocorre após um recesso conturbado por uma crise de imagem. No período, Fachin tentou contornar a questão. Houve um pedido especial dele para que todos compareçam presencialmente à sessão solene.

A exceção ficou por conta do ministro Luiz Fux, que teve diagnóstico de uma pneumonia. O magistrado avisou a Fachin que, devido à condição, participaria de forma remota da sessão.

Na sessão, Fachin afirmou que as instituições devem colher aprendizados para se manter íntegras. De acordo com ele, é preciso que tenham clareza de limites para a atuação.

— Abrimos o ano com plena consciência de que momentos de adversidades exigem mais do que discursos. Pedem clareza de limites e fidelidade absoluta à Constituição Federal — acrescentou.

 

Crise

A solenidade contou com as presenças dos presidentes da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), do Congresso, senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP); e da Câmara, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB). A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e a (PGR) Procuradoria-Geral da República também se fizeram representar, institucionalmente.

O advogado-geral da União, Jorge Messias, também compareceu à cerimônia. A autoridade foi indicada em novembro por Lula para a vaga aberta no STF com a aposentadoria de Luís Roberto Barroso, mas ainda não passou pela sabatina no Senado. A corte inicia 2026, portanto, com um ministro a menos.

Na retomada dos trabalhos, a Primeira Turma do STF marcou para o dia 24 de fevereiro o julgamento presencial da ação penal que trata do assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, ocorrido em 2018 no Rio de Janeiro.

 

Congresso

Ainda nesta tarde, deputados e senadores reuniram-se em sessão conjunta para inaugurar a 4ª sessão legislativa da 57ª legislatura — o que corresponde ao último dos quatro anos que compõem a legislatura iniciada em 2023. A solenidade teve lugar no Plenário da Câmara, conduzida por Davi Alcolumbre (União-AP).

Durante a sessão, foi lida a mensagem do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, com os projetos considerados prioritários para 2026. O Poder Judiciário também deve enviar uma comunicação aos parlamentares.

A abertura da sessão legislativa foi precedida de um rito remanescente da inauguração da República. O rito inclui passagem da tropa em revista, audição do Hino Nacional, execução de uma salva de tiros de canhão e a presença, na rampa do Congresso, dos Dragões da Independência, unidade militar criada por Dom João VI, em 1808.

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