A manifestação ocorre em meio à repercussão sobre uma investigação que envolve o jornalista maranhense Luís Pablo Conceição Almeida e o ex-secretário de Segurança Pública do Maranhão Raimundo Cutrim.
Por Redação – de Brasília
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou nesta quinta-feira que as limitações impostas pela magistratura o impedem de participar cotidianamente de debates públicos e fazem com que tenha de permanecer em silêncio diante do que classifica como “agressões e injustiças”, “distorções monumentais” e “interpretações absurdas”.

A manifestação ocorre em meio à repercussão sobre uma investigação que envolve o jornalista maranhense Luís Pablo Conceição Almeida e o ex-secretário de Segurança Pública do Maranhão Raimundo Cutrim. O caso provocou críticas de instituições representativas da imprensa e questionamentos de juristas sobre a proteção constitucional ao sigilo da fonte.
Controvérsias
Sem citar nominalmente o jornalista, Cutrim ou as associações que se manifestaram sobre o episódio, Dino escreveu que sua condição atual de ministro do Supremo restringe a possibilidade de responder publicamente às controvérsias nas quais seu nome aparece.
“Como já tive oportunidade de esclarecer, a minha atual função de juiz impede-me de participar cotidianamente de ‘apaixonados’ debates públicos. Isso inclui suportar calado agressões e injustiças, assistir a distorções monumentais quanto a fatos, acompanhar perplexo a exposição de interpretações absurdas”, escreveu o ministro.
Dino comparou a aparência exigida atualmente com períodos anteriores de sua trajetória, quando ocupava cargos políticos e tinha maior liberdade no debate público.
“Em outras funções podia me pronunciar abertamente, com mais frequência. Agora isso pode até acontecer, mas muito excepcionalmente”, conclui.