Rio de Janeiro, 05 de Maio de 2026

Esforço da base aliada para passar fim da escala de 6x1 tende a crescer

Governo busca encurtar transição para o fim da escala 6x1, enquanto setores empresariais pedem mais tempo. Entenda as propostas em discussão.

Segunda, 04 de Maio de 2026 às 20:43, por: CdB

Sindicatos patronais e representantes do setor de serviços propõem uma transição de quatro anos, sob o argumento de que o mercado de trabalho precisaria de mais tempo para se adaptar.

Por Redação – de Brasília

O governo estuda ampliar a articulação com a base aliada no Congresso para garantir que a transição para o fim da escala 6×1 dure, no máximo, dois anos. Segundo apurou o canal norte-americano de notícias CNN, a proposta apoiada pelo Planalto prevê a redução gradual da jornada semanal de trabalho, de 44 para 40 horas, até 2028, em meio à pressão de setores empresariais por um prazo mais longo.

Esforço da base aliada para passar fim da escala de 6x1 tende a crescer | Mais trabalhadores têm se manifestado contra a escala de 6×1
Mais trabalhadores têm se manifestado contra a escala de 6×1

Sindicatos patronais e representantes do setor de serviços propõem uma transição de quatro anos, sob o argumento de que o mercado de trabalho precisaria de mais tempo para se adaptar ao novo modelo de jornada.

A proposta apresentada por segmentos empresariais prevê a transição concluída apenas em 2030, quando seria alcançada a escala 5×2, com 40 horas semanais de trabalho. O modelo é visto por esses setores como uma forma de reduzir impactos sobre empresas,.

Aliados

Mas o governo trabalha para encurtar esse calendário. A orientação é mobilizar parlamentares aliados para sustentar uma mudança mais rápida, com redução progressiva da jornada semanal até 2028.

A discussão ocorre no contexto da tramitação da PEC sobre o fim da escala 6×1. A proposta já avançou na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados e passou a concentrar o debate sobre os efeitos econômicos, o prazo de adaptação e o formato final da mudança.

Nos bastidores, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), considera razoável a transição em quatro anos. Já o relator da comissão especial que analisa a PEC, Leo Prates (Republicanos-BA), informou ao canal norte-americano de TV CNN que trabalha em um texto com transição de dois anos.

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