Em nota, o presidente do Tribunal, ministro Kassio Nunes Marques, afirma que encaminhou uma representação à Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE) para a adoção das providências cabíveis.
Por Redação – de Brasília
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) descartou, nesta quinta-feira, a ocorrência de um ataque hacker para explicar o registro do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como filiado ao partido Missão e determinou a regularização eleitoral do filho ’01’, como o pré-candidato é conhecido, como filiado ao PL. Segundo a Corte, a operação foi realizada por meio do uso indevido da ferramenta por alguém que tinha acesso às credenciais da própria legenda para efetuar filiações.

Em nota, o presidente do Tribunal, ministro Kassio Nunes Marques, afirma que encaminhou uma representação à Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE) para a adoção das providências cabíveis e determinou a instauração de inquérito pela Polícia Judiciária para investigar o episódio.
A manifestação da Corte contraria a hipótese inicialmente levantada pela defesa de Flávio Bolsonaro. Mais cedo, os advogados do senador afirmaram ter identificado uma alteração em sua filiação partidária enquanto reuniam documentos para o registro da candidatura e sustentaram a possibilidade de invasão do sistema.
Credenciais
“O Tribunal Superior Eleitoral informa que a filiação de Flávio Bolsonaro ao partido Missão não foi fruto de hackeamento do sistema de filiação partidária, mas sim de uso indevido da ferramenta por parte de alguém que possuía as credenciais da legenda para efetivar filiações”, definiu a Corte, no comunicado.
Nesta manhã, a Justiça Eleitoral constatou que o nome do senador aparecia como filiado ao partido Missão. Membros da campanha do PL disseram que se trata de uma filiação fraudulenta que teria ocorrido na véspera, às 23h17.
A filiação de ’01′ foi alterada apesar de o sistema do TSE pedir mais informações — apenas algumas pessoas conseguem ter acesso ao sistema para fazer esse tipo de alteração.
A apuração policial deverá verificar quem inseriu a filiação no sistema e em quais circunstâncias o registro foi feito. Até o momento, de acordo com as informações divulgadas, a campanha do senador sustenta que houve irregularidade e busca providências.