cenário é de confiança no STF, apesar das resistências iniciais registradas no Congresso.
Por Redação – de Brasília
No cálculo de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para a Corte deverá, finalmente, avançar no Senado ainda no mês de março. A expectativa predominante entre magistrados favoráveis ao nome escolhido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é de que a sabatina ocorra nas próximas semanas e resulte em aprovação, conforme apurou o canal norte-americano de TV CNN.

O cenário é de confiança no STF, apesar das resistências iniciais registradas no Congresso. Integrantes da cúpula do Legislativo teriam demonstrado preferência pelo nome do senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), o que gerou ruídos nas articulações políticas em torno da indicação.
A nomeação de Jorge Messias completou três meses no último dia 20 sem que fosse definida uma data para votação, no Plenário do Senado. O presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), chegou a anunciar a realização da sabatina, mas posteriormente cancelou a sessão. A decisão ocorreu após a divulgação de que, embora Lula tivesse escolhido o nome de Messias, a mensagem presidencial formalizando a indicação ainda não havia sido encaminhada oficialmente ao Senado.
Tensão
Alcolumbre, à época, reagiu de forma contundente. Em nota oficial, afirmou que integrantes do governo estariam atuando para desgastá-lo politicamente, sob o argumento de que uma eventual rejeição do indicado ocorreria por razões fisiológicas. O episódio ampliou a tensão entre o Executivo e o comando do Senado.
Apesar do impasse inicial, o cenário político evoluiu ao longo do tempo. No fim do ano passado, houve reaproximação entre o presidente do Senado e o presidente Lula. Paralelamente, o governo intensificou a articulação política em defesa do nome de Messias, buscando reduzir resistências e consolidar apoio entre parlamentares.
Nos bastidores do Supremo, a avaliação é de que o ambiente no Senado tende a ser menos hostil do que no momento inicial da indicação. Ministros da Corte também têm atuado para fortalecer a candidatura do advogado-geral da União, dialogando com senadores e buscando mitigar objeções. A leitura predominante é de que, ao final do processo, a oposição aberta ao nome de Messias deverá ser limitada, o que aumentaria as chances de uma aprovação considerada tranquila junto aos senadores.