Segundo a PF, a investigação teve início depois que um dos envolvidos, condenado por contrabando de cigarros e participação em organização criminosa, teve evolução patrimonial fora do normal. Ele comprou um hotel e passou a construir casas de alto padrão, sítios, pesqueiro (de fachada).
Por Redação, com ABr - de Brasília/São Paulo
A lavagem de dinheiro vindo do contrabando de cigarros na região de fronteira com o Paraguai é o alvo da Operação Fábulas, da Polícia Federal, nesta quinta-feira. Cerca de 90 policiais federais estão nas ruas das cidades paranaenses de Guaíra e Guaratuba, Itapema, em Santa Catarina, Goiânia, e Paracatu, em Minas Gerais.
Investigações
Segundo a PF, a investigação teve início depois que um dos envolvidos, condenado por contrabando de cigarros e participação em organização criminosa, teve evolução patrimonial fora do normal. Ele comprou um hotel e passou a construir casas de alto padrão, sítios, pesqueiro (de fachada) e apresentou movimentação bancária incompatível com renda declarada à Receita Federal.
“O aprofundamento do trabalho investigativo revelou que o grupo passou a adquirir imóveis ainda em construção na região do litoral catarinense. Foram identificados pelos menos quatro apartamentos de luxo adquiridos pelo investigado, um deles avaliado em pelo menos R$ 3,4 milhões”, detalhou a PF em nota.
Mandados
Para desarticular financeiramente o grupo, a pedido da PF, a Justiça Federal expediu 15 mandados de busca e apreensão nos Estados onde a operação está concentrada e determinou o sequestro imediato de 12 imóveis. Na lista estão apartamentos de luxo em Itapema (SC), alguns ainda em construção, hotel em Guaíra, pesqueiro, casas de alto padrão, terrenos e outros bens. O total em bens imóveis já identificado soma quantia de aproximadamente R$ 16,8 milhões.
A Justiça Federal determinou ainda o sequestro de outros imóveis que poderão ser identificados a partir das buscas desta manhã e também o bloqueio imediato das contas bancárias de pelo menos 35 pessoas e empresas. O congelamento das contas poderá chegar a R$ 20 milhões. As ordens de bloqueio de contas bancárias e sequestro dos imóveis, observou a PF, tem como objetivo a descapitalização do grupo para inibir práticas criminosas futuras, sobretudo em relação aos investigados e empresas fictícias.
Os investigados poderão responder pelo crime de lavagem de dinheiro, com penas que variam de três a 10 anos para cada ato de lavagem.
Assalto a bancos em Araçatuba
A Polícia Federal (PF) prendeu nesta quinta-feira em Campinas (SP) mais uma pessoa suspeita de participar do roubo a bancos em Araçatuba, no interior paulista, em agosto. Foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão, sendo um deles em Hortolândia (SP) e o outro em Campinas.
Até o momento, a PF já realizou 17 prisões de pessoas suspeitas de participação no assalto, além de ter cumprido 56 ordens de busca e apreensão.
Assalto
Na madrugada do dia 30 de agosto, um grupo atacou com explosivos duas agências bancárias, uma do Banco do Brasil e outra da Caixa Econômica Federal, em Araçatuba, no interior paulista. Os ladrões também espalharam explosivos por diversos pontos da cidade.
Na fuga, houve troca de tiros com a polícia e reféns foram usados como escudo, colocados até sobre o capô dos carros da quadrilha. Três pessoas, incluindo dois assaltantes, morreram na ação, e pelo menos três ficaram feridas.