A projeção para o IPCA de 2027 ficou estável em 3,80%. Há um mês, era de 3,80%. Considerando apenas as 113 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a medida passou de 3,81% para 3,80%.
Por Redação, com ABr – de Brasília
A mediana do relatório Focus para o IPCA de 2026 subiu de 3,91% para 4,10% em meio às incertezas com a guerra no Irã e à disparada nos preços do petróleo. A taxa está 0,40 ponto porcentual abaixo do teto da meta, de 4,50%. Há um mês, era de 3,95%. Considerando apenas as 118 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a medida aumentou de 3,92% para 4,12%.

A projeção para o IPCA de 2027 ficou estável em 3,80%. Há um mês, era de 3,80%. Considerando apenas as 113 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a medida passou de 3,81% para 3,80%.
O IPCA encerrou 2025 com alta acumulada de 4,26%, conforme divulgou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado ficou abaixo da última mediana do Focus, que previa que alta de 4,31%, e da estimativa do Banco Central para o período, de alta de 4,4%.
Horizonte
Conforme trajetória divulgada no comunicado da reunião de janeiro do Comitê de Política Monetária (Copom), o BC prevê que o IPCA irá encerrar 2026 com alta de 3,4% e espera que a inflação em 12 meses chegue a 3,2% no horizonte relevante, atualmente localizado no terceiro trimestre de 2027.
A partir de 2025, a meta de inflação passou a ser contínua, com base no IPCA acumulado em 12 meses. O centro é de 3%, com tolerância de 1,5 ponto porcentual para mais ou para menos. Se a inflação ficar fora desse intervalo por seis meses consecutivos, considera-se que o BC perdeu o alvo.
No Focus desta segunda-feira, as projeções para o IPCA de 2028 e 2029 ficaram estáveis em 3,50%, pela 19ª e 28ª semanas consecutivas.
Juros
A mediana para a Selic no fim de 2026 subiu de 12,13% para 12,25%. Considerando só as 105 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a mediana também subiu de 12,13% para 12,25%. A projeção para o fim de 2027 continuou em 10,50%, pela 57ª semana seguida. Considerando só as 100 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a mediana também manteve-se em 10,50%.
“O comitê antevê, em se confirmando o cenário esperado, iniciar a flexibilização da política monetária em sua próxima reunião, porém reforça que manterá a restrição adequada para assegurar a convergência da inflação à meta”, disse a ata da decisão.
Estimativa
A expectativa para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2026 aumentou levemente, de 1,82% para 1,83%. Um mês antes, era de 1,80%. Considerando apenas as 79 projeções atualizadas nos últimos cinco dias úteis, mais sensíveis a novidades, a estimativa caiu de 1,87% para 1,84%.
O Banco Central aumentou sua estimativa de crescimento da economia brasileira neste ano, de 2,0% para 2,3%, no Relatório de Política Monetária (RPM) do quarto trimestre.