Rio de Janeiro, 07 de Outubro de 2026

Tendência de alta nos preços é registrada em pesquisa da FGV

O IGP-DI saltou para 1,50% em setembro de 2026 após registrar variação de 0,06% em agosto. Com o resultado divulgado pelo Instituto Brasileiro de Economia (IBRE) da Fundação Getulio Vargas (FGV), o indicador acumula alta de 3,72% no ano.

Quarta, 07 de Outubro de 2026 às 20:24, por: CdB

O IGP-DI saltou para 1,50% em setembro de 2026 após registrar variação de 0,06% em agosto. Com o resultado divulgado pelo Instituto Brasileiro de Economia (IBRE) da Fundação Getulio Vargas (FGV), o indicador acumula alta de 3,72% no ano.

Por Redação, com ABr – do Rio de Janeiro

O Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) registrou alta de 1,50% em setembro de 2026, mostrando forte aceleração sob o impacto de pressões nos preços ao produtor e ao consumidor.

Supermercado Pão de Açúcar
Os preços voltaram a subir nos supermercados, segundo a FGV

O IGP-DI saltou para 1,50% em setembro de 2026 após registrar variação de 0,06% em agosto. Com o resultado divulgado pelo Instituto Brasileiro de Economia (IBRE) da Fundação Getulio Vargas (FGV), o indicador acumula alta de 3,72% no ano e de 3,80% nos últimos 12 meses.

A inflação ao produtor disparou com a pressão de ‘commodities’ agrícolas e combustíveis. O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) registrou alta de 1,95% em setembro, ante 0,10% no mês anterior. No atacado, o grupo de matérias-primas brutas avançou 2,94%. Em agosto, a taxa desse havia ficado em 1,43%.

 

Núcleo

Os bens finais e intermediários também apresentaram elevação de custos expressiva. O grupo de bens finais acelerou de 0,07% para 1,53% e seu núcleo subiu de 0,61% para 0,78%. Os bens intermediários reverteram a trajetória de queda do mês anterior. O índice subiu 1,00% em setembro ante queda de 1,66% em agosto, enquanto o indicador que exclui combustíveis e lubrificantes passou de -0,09% para 0,87%.

A inflação para as famílias também acelerou de forma disseminada no mês. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) registrou alta de 0,67% em setembro, recuperando-se da deflação de 0,37% verificada em agosto.

Cinco das oito classes de despesa que compõem o IPC tiveram aceleração nas taxas. As pressões vieram de Habitação (-1,21% para 1,99%), Alimentação (-0,47% para 1,00%), Educação, Leitura e Recreação (-1,44% para -0,23%), Comunicação (-2,19% para -0,02%) e Vestuário (-0,58% para 0,30%).

 

Habitação

Três grupos de consumo registraram trajetória oposta e aliviaram a inflação. Apresentaram recuo as Despesas Diversas (3,38% para 0,08%), Transportes (0,08% para -0,04%) e Saúde e Cuidados Pessoais (0,27% para 0,17%). O fim do Bônus de Itaipu e a alta de alimentos ‘in natura’’ foram os principais vilões.

— No IPC, a pressão partiu sobretudo da habitação, refletindo o aumento da tarifa de eletricidade residencial após o fim dos efeitos de descontos concedidos por conta do Bônus de Itaipu, e dos alimentos ‘in natura’, com destaque para as altas do tomate e da batata-inglesa — adiantou Matheus Dias, economista do FGV-IBRE.

 

Construção

Os custos do setor de construção civil andaram na contramão da alta geral. O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) variou 0,22% em setembro, abaixo dos 0,66% observados no mês anterior.

O alívio na construção civil foi puxado por mão de obra e materiais. O grupo Materiais e Equipamentos recuou de 0,33% para 0,14%; Serviços reduziu de 0,18% para 0,15%; e Mão de Obra passou de 1,12% para 0,32% em setembro.

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