Aécio, Alckmin e Serra: pontas soltas nas denúncias de Valério e Paulo Preto

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Publicado segunda-feira, 12 de março de 2018 as 17:49, por: CdB

Segundo apurou a reportagem do Correio do Brasil junto a fonte próxima ao processo, na Justiça mineira; Valério citou o engenheiro Paulo Preto, no primeiro depoimento que prestou depois do acordo de delação premiada. Aécio Neves, Geraldo Alckmin e José Serra estariam citados no depoimento.

 

Por Redação – de Brasilia e São Paulo

 

Investigado por suspeita de lavagem de dinheiro, formação de quadrilha e evasão de divisas, o engenheiro Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto, segue no vórtice de um processo jurídico que envolve o governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin; e os candidatos derrotados à Presidência da República, senadores Aécio Neves (MG) e José Serra. O processo andou, nesta segunda-feira, após o depoimento do publicitário Marcos Valério, de mais de oito horas no Departamento Estadual de Investigações sobre Fraudes, na capital mineira, durante este fim de semana.

Lava jato
Marcos Valério fechou delação premiada em que cita Paulo Preto, Aécio, Alckmin, José Serra

Segundo apurou a reportagem do Correio do Brasil junto a fonte próxima ao processo, na Justiça mineira, Valério citou o engenheiro Paulo Preto, no primeiro depoimento que prestou depois do acordo de delação premiada, sob a supervisão do Ministério Público do Estado. Chefe do Departamento de Policia Civil, o delegado Rodrigo Pinho de Bossi adiantou aos jornalistas que não pretende liberar o depoimento até que o acordo de delação premiada seja, integralmente, homologado pela Justiça.

Roubalheira

Marcos Valério, que cumpre pena de 37 anos e 5 meses em regime fechado; condenado na Ação Penal 470 do Supremo Tribunal Federal (STF), processo conhecido como ‘mensalão’, era dono de uma agência publicitária. Por intermédio da empresa, repassava recursos a políticos de todos os partidos, nos primeiros anos do primeiro mandato do governo Lula. Anteriormente, porém, servia ao PSDB; tanto em Minas Gerais quanto em São Paulo.

— A roubalheira começou, na realidade, ainda durante a gestão de Eduardo Azeredo, do PSDB, no governo mineiro. Foi ali que Valério montou o esquema para repassar a propina aos políticos e partidos — disse a fonte ouvida pelo CdB, em condição de anonimato.

No depoimento prestado à Polícia Civil mineira, Valério confirmou a autenticidade de documentos contidos no processo. Entre eles, possíveis ligações com Paulo Preto. O apontado operador da campanha de José Serra, embora arquirrival do mineiro Aécio Neves, figura na chamada Lista do Valério. Trata-se de um documento considerado apócrifo, até agora, pela polícia. Mas, na lista, constam nomes de pessoas que receberam recursos de Marcos Valério.

Suspeitos

Os nomes que o publicitário citou foram nomeados para cargos relevantes nos governos de Fernando Henrique Cardoso (FHC); Aécio Neves e Alckmin. Agora, os investigadores poderão cruzar as informações entre o que disse Valério e os álibis oferecidos por outros suspeitos, entre eles Paulo Preto.

— Marcos Valério estava um degrau acima de Paulo Preto na hierarquia da corrupção tucana. Assim, teria repassado uma parcela do que arrecadava para o operador do esquema paulista. São esses detalhes que Valério está esmiuçando, agora, nesse acordo de delação — disse a fonte.

Paulo Preto que, segundo levantou o CdB, também estaria prestes a fechar um acordo de delação premiada com a Poli1cia Federal (PF), é suspeito de ser o operador do PSDB paulista; nas gestões de Geraldo Alckmin e José Serra. Ex-diretor da estatal Desenvolvimento Rodoviário S/A (Dersa), Paulo Preto teve apreendidos R$ 113 milhões em contas bancárias no exterior, segundo documentos enviados ao Ministério Público Federal em São Paulo por autoridades da Suíça.

Offshore

Alvo recorrente em investigação no STF, sob suspeita de ser operador do senador José Serra (PSDB-SP) em desvios de recursos do Rodoanel; Paulo Preto também é investigado em SP e, agora, no esquema montado por Marcos Valério. O Ministério Público suíço compartilhou, espontaneamente, com os procuradores paulistas as informações sobre quatro contas no banco suíço Bordier & Cie. Todas em nome de uma offshore panamenha, a Groupe Nantes S/A.

O elo entre Paulo Preto, Alckmin e Serra começa, assim, a ser exposto. Há alguns anos, desde o fim da campanha de José Serra, em 2010, e de Aécio Neves, em 2014, Paulo Preto já assombra o ninho dos tucanos. Com José Serra, ele seria suspeito de operar o caixa dois; em meio a uma denúncia de que ele teria desviado cerca de R$ 40 milhões dos cofres tucanos. O processo não foi à frente, mas a repercussão não cessou, ao longo desses anos.

Com Alckmin, Preto teria ajudado a subvencionado a campanha presidencial de 2006, com recursos obtidos junto a Marcos Valério; entre outros corruptos.

0 thoughts on “Aécio, Alckmin e Serra: pontas soltas nas denúncias de Valério e Paulo Preto

  1. Se isto agora virar ‘Pizza’ novamente, como de praxe, quando as ‘roubalheiras’ atingem os graúdões do ‘PSDB’ com o famigerado “NÃO VEM AO CASO” então ficará demonstrado claramente que a “Lava Jato e Cia.” foram implementadas somente visando ao PT e impedir ao Lula a possibilidade de voltar à Presidência!… E assim estará desmascarada e totalmente desacreditada a ‘famosa e dispendiosa’ LUTA CONTRA A CORRUPÇÃO NO PAÍS!… Vamos pagar pra ver!!!… ACORDA BRASIL !!!

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