PGR tem prazo para decidir se apreende celulares de Bolsonaro e ’02’

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Publicado sexta-feira, 22 de maio de 2020 as 15:00, por: CdB

Todas requisições pedem a adoção de medidas no inquérito que apura uma suposta interferência do presidente Jair Bolsonaro na Polícia Federal (PF), incluindo o depoimento do presidente e a apreensão do seu celular e de seu segundo filho, o vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ), conhecido como ’02’.

Por Redação – de Brasília

Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), o decano Celso de Mello enviou à Procuradoria-Geral da República (PGR), nesta sexta-feira, três notícias-crimes apresentadas por parlamentares e partidos políticos distintos. A Procuradoria tem, agora, o prazo de 10 dias úteis para responder ao STF.

O vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ) ficou revoltado com o risco de ter o celular apreendido e periciado, por ordem do STF

Todas requisições pedem a adoção de medidas no inquérito que apura uma suposta interferência do presidente Jair Bolsonaro na Polícia Federal (PF), incluindo o depoimento do presidente e a apreensão do seu celular e de seu segundo filho, o vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ), conhecido como ’02’.

Apuração

O magistrado é o relator do inquérito aberto assim que o ex-ministro da Justiça Sergio Moro pediu a exoneração do governo, acusando o mandatário neofascista de tentar interferir na PF por interesses pessoais em inquéritos ativos na Superintendência da PF o Rio de Janeiro. As notícias-crimes em análise, agora, pela PGR foram apresentadas pela deputada federal Gleisi Hoffman (PT-PR), o governador da Bahia, Rui Costa (PT), e as bancadas do PDT, PSB E PV.

O ministro do STF ressalta, no encaminhamento, o “dever jurídico do Estado de promover a apuração da autoria e da materialidade dos fatos delituosos narrados por ‘qualquer pessoa do povo’. A PGR propôs a investigação sobre o caso, mas em outras oportunidades dentro do processo o procurador-geral da República, Augusto Aras, foi criticado por tomar posições favoráveis à defesa de Jair Bolsonaro.

Revoltado

Também em outros pedidos apresentados por parlamentares e partidos, a PGR tem se manifestado contrária, alegando que a competência sobre os pedidos de investigação são da Procuradoria. O envio de pedidos do tipo para análise da PGR dentro de uma investigação é praxe processual.

Ao receber a notícia de que seu celular poderá ser apreendido, Carlos Bolsonaro, irritado, reclamou do ministro Celso de Mello, nas redes sociais.

“Meu celular? Enquanto isso os do ex-piçóu Adélio protegidos há mais de um ano, processos contra Botafogo (referindo-se ao presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia), (o senador Renan) Calheiros (MDB-AL) e outros sentados em cima há anos. Que crime teria cometido para tamanha velocidade e abuso? Nenhum. A narrativa do sistema continua em pleno vapor!”, exclamou o filho de Jair Bolsonaro.

Sabão em pó

Ainda nesta sexta-feira, o irmão do ’02′, o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) foi alvo de nova denúncia, no diário conservador paulistano Folha de S. Paulo (FSP). O diário informa que o parlamentar é investigado por lavagem de dinheiro, ao se tornar sócio de uma empresa baiana que pretendia instalar uma fábrica de sabão em pó no Rio de Janeiro.

Segundo reportagem, Flávio teria se declarado como sócio-investidor e, também, como representante comercial da Espumil, de quem receberia R$ 500 mil pelos serviços prestados. A empresa Kryafs Participações seria parceira no projeto e tem como sócios o senador e outros cinco integrantes.

Extinta

A firma foi inaugurada em junho de 2019, no mesmo período em que o parlamentar teve o sigilo fiscal quebrado pela Justiça, devido as acusações de participação em um esquema de ‘rachadinha’, quando exercia o mandato na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).

Ainda segundo a FSP, o sócio-diretor da Espumil, João Paulo Dantas, diz ter sido pressionado incluir Flávio Bolsonaro no projeto e, por isso, teria interrompido as negociações com a Kryafs pouco depois de seu estabelecimento. Por meio de nota, o parlamentar desconversou, afirmando que “o projeto de sociedade não se concretizou e ela será extinta”.

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