Dólar registra alta com mercado monitorando votação da reforma da Previdência

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Publicado terça-feira, 1 de outubro de 2019 as 12:26, por: CdB

Na véspera, o dólar fechou perto da estabilidade com oscilação positiva de 0,05%, a R$ 4,1555 na venda.

Por Redação, com Reuters – de Brasília

O dólar subia contra o real nesta terça-feira, primeiro dia de negociações do último trimestre do ano, com o cenário externo mais averso a moedas emergentes em geral em meio a preocupações sobre a saúde da economia global e ainda monitorando a votação da reforma da Previdência no Senado.

Na B3, o dólar futuro tinha variação positiva de 0,72%, a R$ 4,191
Nesta terça-feira a B3, o dólar futuro tinha variação positiva de 0,72%, a R$ 4,191

Às 10:32, o dólar avançava 0,65%, a R$ 4,1824 na venda. Na véspera, o dólar fechou perto da estabilidade com oscilação positiva de 0,05%, a R$ 4,1555 na venda. No terceiro trimestre, a cotação saltou 8,19%, maior alta para o período desde 2015, quando disparou mais de 33%.

Na B3, o dólar futuro tinha variação positiva de 0,72%, a R$ 4,191.

– Há uma certa cautela no mercado diante das preocupações com a saúde da economia global como um todo. Existe incertezas sobre as negociações comerciais, sobre o Brexit e uma porção de outras coisas que adicionam um sentimento de maior prudência – afirmou Alessandro Faganello, operador da Advanced Corretora.

A China e os EUA devem retomar as negociações comerciais em alto nível na próxima semana, em Washington. As expectativas são de que os países avancem na elaboração de um acordo comercial, mas a notícia de que o governo dos EUA está considerando excluir empresas chinesas das bolsas de valores norte-americanas ainda ecoava, apesar de autoridades negarem as afirmações.

Adicionando ainda mais cautela ao mercado, a Organização Mundial do Comércio (OMC) cortou sua previsão para o crescimento do comércio global neste ano em mais da metade nesta terça-feira, e disse que novas rodadas de tarifas e retaliações, uma economia em desaceleração e um Brexit desordenado podem reduzir ainda mais as projeções.

As moedas emergentes pares do real, como lira turca, rand sul-africano e peso mexicano, recuavam contra a moeda norte-americana, com o dólar se valorizando frente à maior parte de suas divisas.

No cenário doméstico, agentes do mercado também seguem atentos à votação da reforma da Previdência na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado nesta terça-feira, com expectativa de que a votação da reforma em primeiro turno no plenário da Casa aconteça em seguida.

Nesta sessão, o Banco Central Brasileiro vendeu todos os US$ 525 milhões ofertados em moeda física e negociou ainda todos os 10.500 contratos de swap cambial reverso ofertados.

Ibovespa

A bolsa paulista começava a terça-feira com o Ibovespa ligeiramente no azul, com as atenções voltadas para a esperada votação da reforma da Previdência marcada para essa sessão, com as ações da BRF (BRFS3.SA) entre as maiores quedas após nova fase da operação Carne Fraca. Às 10:10, o Ibovespa .BVSP subia 0,3 %, a 105.056,94 pontos.

Wall Street

Os principais índices acionários de Wall Street recuavam acentuadamente nesta terça-feira, depois que dados mostram uma contração na atividade industrial dos Estados Unidos pelo segundo mês consecutivo em setembro, provocando temores de desaceleração do crescimento na maior economia do mundo.

A pesquisa de atividade industrial do ISM nos EUA caiu para 47,8 em setembro, o menor nível desde junho de 2009, abaixo das expectativas dos economistas de 50,1.

Às 11:19 (horário de Brasília), o índice Dow Jones caía 0,46%, a 26.794 pontos, enquanto o S&P 500 ganhava 0,072227%, a 2.979 pontos. O índice de tecnologia Nasdaq avançava 0,37%, a 8.029 pontos.

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